Por falhas na estrutura, Parque das Aves de Apucarana (PR) está fechado

Por falhas na estrutura, Parque das Aves de Apucarana (PR) está fechado

O Parque das Aves de Apucarana, no norte do Paraná, está fechado desde 2016 por ordem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Ibama alega que o parque não tem a estrutura necessária para estar em funcionamento. O problema é que o parque é o destino de muitas aves apreendidas pelo próprio órgão federal.

O parque é um espaço de animais e dos funcionários. O Ibama proibiu a visitação depois de multar a Prefeitura de Apucarana, que é responsável pela área. O Parque das Aves não tem licença ambiental e nem autorização para manejo de fauna silvestre em cativeiro. Para ser reaberto terá que se tornar um zoológico. Devem ser feitas, entre outras coisas, ampliações nos viveiros, recuo nos corrimões e um ambulatório. Uma reforma orçada em R$ 280 mil, e que o prefeito diz ser inviável, porque o município não tem dinheiro para isso.

“O que é exigido é uma reforma de quase R$ 300 mil, para que isso possa ser feito temos que despender dinheiro do caixa livre da prefeitura, que neste momento de crise é ainda mais difícil. Agora eu qualifico isso tudo como um contra-senso”, diz o prefeito Beto Preto (PSD).

O Parque das Aves tem, atualmente, 130 animais, de 30 espécies diferentes. A maioria está no viveiro porque foi apreendida pela Polícia Ambiental ou por outros órgãos, como o próprio Ibama. São bichos que foram maltratados pelos antigos donos, como é o caso de uma coruja orelhuda que teve uma asa amputada.

Apesar do tratamento recebido, a maior parte dos animais do Parque das Aves não tem condições de voltar para natureza.

“A maioria deles já não sabe onde buscar o alimento, então teria que ser feito um trabalho muito grande para esses animais serem reinseridos na natureza”, diz Ângela Eckardt, biológa do parque.

Sem dinheiro para fazer as adequações exigidas pelo Ibama, a prefeitura pretende fechar o Parque das Aves em definitivo. Os animais terão que ser retirados pelo órgão federal. A preocupação dos técnicos é para onde os bichos serão levados.

“Grande parte dos parques, mini-zoológicos ou mantenedouros da região estão sendo fechados. Então, não tem para onde levar essas aves. Esses animais expiram cuidados porque eles não conseguem sobreviver na natureza. Para retirá-los daqui, é preciso ter um outro lugar com condições com melhores condições”, explica o veterinário do parque Wilson Toschi.

O Ibama informou que os animais estão sendo transferidos do Parque das Aves conforme as espécies para criadores conservacionistas cadastrados no Ibama, que seguem a legislação e que tenham recinto adequado para abrigar os pássaros. ”

“Nós não vamos conseguir transferir todas as ves de um dia para outro. Estamos fazendo as transferências por grupos, tipos de animais. Obviamente que a quantidade de criadouros na região é pequena, e precisamos de mais tempo para fazer toda essa transferência”, diz o chefe do escritório do Ibama da regiões norte e noroeste do Paraná, Antônio Ernandes.

Na região de Londrina há dois ou três criadouros aptos e que seguem a legislação do Ibama que podem receber as aves. Como a quantidade de espaços habilitados é insuficiente, o Ibama deve transferir os animais para outras regiões do estado, como a Região Metropolitana de Curitiba.

Fonte: G1 (com informações da RPC Londrina)

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