Porca resgatada em morro de Santos (SP) será transferida para abrigo no interior

Porca resgatada em morro de Santos (SP) será transferida para abrigo no interior

Com informações de Nathália Geraldo

SP santos porca48329imageA porca de aproximadamente 300 quilos, resgatada de um abatedouro clandestino do Monte Serrat, em Santos, na última quinta-feira, está bem próxima de um final feliz.

Ainda nesta semana, o animal batizado de Nina, será transferido da sede da Coordenadoria de Proteção à Vida Animal (Codevida), da Prefeitura de Santos, para um local que abriga animais vítimas de maus-tratos, no interior. A cidade não foi divulgada por questões de segurança.

Por enquanto, ela vive em uma baia separada, com água, verduras e legumes à vontade, sob os cuidados do tratador Dagner Rodrigues Loureiro.

Seis filhotes de Nina, que já têm um mês de vida, também permanecem na unidade, mas em local isolado, para que a fêmea não os machuque.

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Entenda o caso

Nina foi localizada em um matadouro na terça da semana passada, no Monte Serrat, depois de a Vigilância Sanitária receber denúncia anônima sobre o caso.

A força-tarefa para o fechamento do local aconteceu na terça-feira. Na ocasião, funcionários da Prefeitura de Santos tentaram fazer com que ela descesse pelas escadas, mas sem sucesso.

SP santos porca48329749823imageO resgate do animal só ocorreu dois dias depois. A operação, que durou quase quatro horas, mobilizou 26 pessoas, entre profissionais do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e da Regional dos Morros.

Nina foi retirada pela escadaria do morro sedada. Ela desceu em torno de 300 degraus, dentro de uma maca. Para a transporte, foram usadas cordas e pranchas. Pedaços de madeira viraram rampas improvisadas, por onde o animal foi sendo arrastado. A descida levou 40 minutos.

Conforme apurado pela Reportagem, o dono do abatedouro onde a porca foi localizado teria um terreno de criação de animais no Litoral Sul e os levava até o matadouro nos finais de semana. A carne suína seria utilizada em um restaurante em Cubatão.

Fonte: A Tribuna

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