Porco é morto a pauladas e esfaqueado no ‘Agrícola’ em Franca, SP

Porco é morto a pauladas e esfaqueado no ‘Agrícola’ em Franca, SP

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“Mal pude acreditar quando vi o funcionário dando pauladas no porco de um jeito que não é o utilizado no abate, desferir várias facadas por prazer e arrastá-lo da pocilga até o abatedouro. É muita crueldade e não entendo a razão. Pior ainda é ser hostilizada por não concordar com isso.” Assim uma adolescente de 17 anos descreveu a cena que presenciou no Colégio Agrícola, na última quinta-feira. Ontem, ela e outras três estudantes estiveram na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) para registrar um boletim de ocorrência. Elas afirmam que, após fotografarem o ato, têm sofrido constantes retaliações e ameaças da diretoria e de alguns professores.

Com os pais na delegacia, as alunas se queixaram de perseguição e que funcionários e o diretor da escola, Cláudio Ribeiro Sandoval, tenham as obrigado a deletar as fotos. “O diretor disse que não tínhamos o direito de expôr a escola assim. Eles nos ensinam uma coisa na teoria, sobre como cuidar dos animais, e fazem outra na prática”, disse outra aluna, também de 17 anos. Segundo seu depoimento, além de outros animais não receberem a alimentação adequada, um professor teria hostilizado as envolvidas diante de outros alunos em sala de aula.

De acordo com o próprio diretor do Colégio Agrícola, a denúncia do abate procede. “Ele admitiu e imediatamente o adverti. Este funcionário é servidor particular do colégio e considero o que ele fez inadmissível. Ele sabe que qualquer vestígio ou reclamação, depois disso, implicará em sua demissão”, disse Sandoval, que garantiu desconhecer as ameaças e pressão às alunas. “Se foram ameaçadas de alguma forma, tomaremos providências. Eu sequer sabia que isso estava acontecendo. Só disse que as fotos eram um método errado de exigir alguma atitude nossa”, completou o diretor.

Para auxiliar as jovens, a ONG (Organização Não Governamental) Nuance, que luta para combater os maus-tratos a animais, também esteve na DDM. Seu presidente, César Mamede, afirmou que, quando esteve no Colégio Agrícola, encontrou os animais em condições precárias. “Foi através de nosso advogado, Jean Marcelly Rodrigues Rosa, e de uma voluntária do grupo Cão Que Mia que soubemos o que estava acontecendo. Já registramos aqui para levarmos os maus tratos para outra delegacia. Tomaremos todas as medidas necessárias para que mude a forma como têm cuidado dos animais por lá”, afirmou Mamede.

O caso das garotas será investigado na própria DDM. “Ouvimos as alunas e seus pais e notificaremos o mais rápido possível os envolvidos da escola para que venham à delegacia e prestem esclarecimentos”, disse a delegada Graciela Ambrósio. Ela informou que as denúncias de maus tratos serão levadas para o 5º Distrito Policial, responsável pela área onde está instalado o colégio.

Fonte: GCN

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