Porco espinho selvagem volta para visitar seus resgatistas com a maior das surpresas

Porco espinho selvagem volta para visitar seus resgatistas com a maior das surpresas

Por Elizabeth Claire Alberts / Tradução de Carla Lorenzatti Venturini

Quando o filhote de porco espinho chegou ao orfanato de vida selvagem, ele era do tamanho de um pãozinho. Seus espinhos tinham endurecido, mas ele provavelmente tinha apenas uma semana de idade.

Um fazendeiro de batatas em Hoedspruit, África do Sul, havia capturado o filhote de porco espinho em uma armadilha, após o animal ter comido algumas de suas colheitas. Ao invés de matar o porco espinho (como muitos fazendeiros fazem na África do Sul), ele contatou a Daktari Bush School and Wildlife Orphanage, um local que cuida da vida selvagem órfã e machucada e ensina as crianças locais a cuidar dos animais e de seu ambiente. O porco espinho era muito jovem para sobreviver sozinho, então Ian e Michele Merrifield, codiretores da Daktari, se ofereceram para adotá-lo, e lhes deram apropriadamente o nome de Spikey (Espetado).

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Ian e Michele nunca haviam cuidado de um porco espinho antes, então isso era um grande desafio para eles. “Ele tinha que tomar mamadeira,” Ian conta ao The Dodo, “mas nós tínhamos que prever o que ele precisaria. Nós tentamos pesquisar na internet mas não havia muita informação. Nós usamos os mamíferos que havíamos cuidado antes como padrão e adicionamos gema de ovo e nata ao leite de vaca normal e também protexin, que é uma bactéria que eles necessitam para auxiliar na digestão.”

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Spikey tomou apenas leite no início, mas conforme foi crescendo, ele passou a comer mingau de milho com frutas e vegetais em pedaços. “Ele realmente gostava de comer,” diz Ian. “Comer e dormir eram a vida dele.”

Ele também gostava de abraços e de animais de estimação! Embora a maior parte do corpo de Spikey fosse coberta por espinhos, ele tinha um pelo macio e eriçado na frente, embaixo dos braços e no rosto. “Os voluntários faziam carinho na barriga dele, debaixo dos braços e atrás das orelhas parecendo humanas,” Ian conta. “Spikey pulava no colo deles e se aninhava no pescoço.”

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Um ano depois, Spikey estava quase do tamanho de um balde de 20 litros e Ian e Michele decidiram que era hora de devolvê-lo à natureza. “Nós simplesmente decidimos que ele seria mais feliz livre e que se ele tivesse qualquer problema, voltaria por comida. Ele ainda volta! Nós não temos certeza se é porque precisa de comida ou apenas porque gosta da nossa companhia.”

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A maior surpresa para os Merrifields não foi a volta de Spikey por comida – foi a volta de Spikey com dois bebês. Ele no final das contas era ela.

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“Nós definitivamente achávamos que Spikey fosse um macho, então ficamos um pouco surpresos quando ela apareceu com dois bebês,” diz Ian.

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Os bebês estavam um pouco nervosos perto dos Merrifield e seu time de voluntários, e geralmente ficavam pelos fundos dos prédios da Daktari ao invés de entrar na casa dos Merrifield ou no espaço externo de convivência. Mas Ian acredita que Spikey estava exibindo seus bebês. “É maravilhoso ver que Spikey tem uma vida completa e sua própria família na natureza,” Ian conta. “Eu sou um pai muito orgulhoso.”

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A Daktari depende de doações públicas para manter a sua escola da selva e orfanato da vida selvagem. Você pode contribuir com a Daktari doando aqui.

Você também pode se envolver mais com a Daktari ao se voluntariar como cuidador e professor. Encontre mais informações sobre o programa de voluntários da Daktari aqui.

Fonte: The Dodo

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