Porquinho ajuda guaxinim paralisado a se movimentar pela casa

Porquinho ajuda guaxinim paralisado a se movimentar pela casa
Fotos: Keila Edwards

Quando Chance chegou à casa de Keila Edwards no ano passado, ficou óbvio que não seria uma opção devolver esse bebê para a natureza.

Com somente quatro semanas de idade, sua mãe foi atropelada e morta – enquanto ela o estava carregando em sua boca. A coluna de Chance foi quebrada, deixando o pequeno animal paralisado.

Edwards, uma reabilitadora de vida selvagem, precisaria de uma mão para ajudar Chance a voltar a ficar de pé.

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Ao invés disso, ela conseguiu algumas patas.

Afinal de contas, seu gato, Stinky, sabia como era reconstruir uma vida depois de uma tragédia. Ele foi abandonado como um gatinho órfão na casa de Edwards em Kentucky, nos EUA, seu cordão umbilical ainda pendurado em sua barriguinha.

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Mas Stinky cresceu e ficou forte. E ele faria de tudo para que Chance também conseguisse.

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Pouco tempo depois disso, uma dupla de porquinhos – Albert e Gilbert – chegou à casa de Edwards.

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Apesar de ainda serem bebês, os porquinhos devem ter sentido que Chance precisava de uma ajuda extra.

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A coisa mais importante que Albert e Gilbert fizeram para Chance foi mostrar a ele que ele não era tão diferente assim.

“Aqueles porquinhos vão atrás do guaxinim onde quer que ele esteja”, Edwards disse. “Ambos arrastam sua patas de trás da mesma forma que Chance faz”.

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“É como se eles estivessem mostrando a ele que eles podiam fazer a mesma coisa e ficar no mesmo nível”, ela acrescenta. “Eu nunca sonhei que esses porquinhos pudessem ser tão bons com o guaxinim, mas eles são”.

E Chance retorna o favor, obsessivamente cuidando dos pelos dos porquinhos da cabeça até o casco.

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Os animais não são os únicos na casa de Edwards que se beneficiam. Edwards dirige um programa especial onde ela convida pessoas jovens que passaram por algum trauma ou uma perda para ajudar a cuidar dos animais resgatados.

Até hoje, mais de 30 jovens já se voluntariaram em suas instalações.

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Isso não quer dizer que Chance não tenha desafios que ele tem que enfrentar sozinho. Ele nunca andará com suas quatro patas novamente – um problema que se complica mais pelo fato de que ele odeia cadeira de rodas.

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“Nós já compramos várias cadeiras de rodas para Chance, mas ele fica bravo e se recusa a usá-las”, Edward disse.

E então Stinky, novamente, vem ao resgate. Quando Chance rola sobre suas costas e não consegue se levantar, o gato vai até ele o e vira.

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Também tem o problema das fraldas. Chance não tem nada além de desprezo por elas.

“Ele não suporta as fraldas e faz um escândalo como uma criança de 3 anos quando eu tento fazer com que ele use uma”, ela diz.

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Então Edwards, que se recusa a manter Chance em uma gaiola, o segue pela casa com um pano.

Felizmente, uma coisa que Chance realmente gosta é de tomar banho.

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Outra coisa que Chance gosta muito mesmo? Brinquedos.

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“Ele sabe quando você chega da loja e ouve as sacolas”, Edwards disse. “Ele vem correndo para ver qual brinquedo você comprou para ele”.

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E nem pense em voltar para casa de mãos vazias.

“Ele fica bravo e joga suas mãozinhas para cima e reclama muito se algo não ocorre do jeito que ele quer”, Edwards diz. “As pessoas não percebem como esse garoto é mimado”.

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Realmente, Chance desenvolveu um gosto por ter tudo em sua vida do jeito que ele quer.

“Cada manhã e noite ele ganha seu frango e carne moída cozidos”, Edwards nota. “E no almoço ele avança na comida do Stinky”.

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E quando chega a hora de ir para cama, Chance se aconchega às cobertas frescas, balança suas duas pernas boas no ar, e finalmente dorme.

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Por Christian Cotroneo / Tradução de Alice Wehrle Gomide

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