Porto Alegre (RS) lidera ato nacional de repúdio contra uso de peles de animais

Porto Alegre (RS) lidera ato nacional de repúdio contra uso de peles de animais

Por Gelcira Teles

O Largo Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, ficou manchado de sangue falso e coberto de peles verdadeiras na tarde de sábado, 11, quando cerca de 50 ativistas realizaram um ato de conscientização sobre a exploração dos animais na indústria da moda. De preto, com máscaras de animais, munidos de cartazes com fotos e frases impactantes, eles fizeram uma performance simulando o abate de animais para a retirada da pele usada para confecção de roupas, calçados e acessórios. Também foram distribuídos dois tipos de panfletos, destinados aos públicos adulto e infantil, que listam as marcas que usam materiais sintéticos, com a finalidade de conscientizar a população de que não é necessário “matar para vestir”. Idealizado pela ativista Juliana Coube, o ato de repúdio contra o uso de pele de animais, denominado “melhor nu do que com a pele que não me pertence”, foi realizado simultaneamente no Rio de Janeiro, São Paulo, Ceará, Minas Gerais e por grupos organizados de outros estados.

Juliana teve a ideia quando participou de um evento no inverno, e ficou chocada com o número de pessoas vestidas com casacos, estolas e luvas de pele de animais. “Não aproveitei o evento, só pensava em quantas vidas foram sacrificadas por vaidade em peças desnecessárias de roupa.” Segundo a ativista, que é vegana e não consome qualquer produto de origem animal, é preciso conscientizar que não existe necessidade de usar peles nem couro, pois existem muitas alternativas de roupas e acessórios sintéticos. “Muitas pessoas não têm noção de como os animais são mortos para retirada da pele, outras simplesmente não se importam com o sofrimento deles, muitas vezes, esfolados ainda vivos. E enquanto continuarem comprando, esse comércio cruel não vai acabar. Quem compra, financia essas mortes”, sintetiza.

Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro são os principais estados produtores de pele de chinchila, estando o Brasil na segunda colocação de exportador do mundo, perdendo apenas para a Argentina, terra natal do animal.

Segundo dados de organizações defensoras de animais e da própria indústria de peles, para fazer um casaco de pele de comprimento médio, são mortos: 125 arminhos, 100 chinchilas, 70 martas-zibelinas, 50 martas canadianas,30 ratos almiscarados,30 sariguéias, 30 coelhos, 27 guaxinins, 17 texugos, 14 lontras, 11 raposas douradas, 11 linces, 9 castores. Dezenas de outros animais são explorados pela indústria da moda, como crocodilos, jacarés, cobras, gatos, cangurus, focas, ursos, avestruzes, zebras. A indústria do couro utiliza vacas, carneiros, entre outros, e a produção de roupas para festas e fantasias, especialmente a do Carnaval no Brasil, explora penas e plumas de diversas aves.

A página do evento: (https://www.facebook.com/events/167498966986426/) traz fotos, vídeos e a repercussão da manifestação na mídia.

Ativistas de todas as idades tiraram a roupa e cederam fotos para os vídeos realizados por Juliana. Veja:

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