Porto Alegre (RS) lidera Ato Nacional de repúdio contra uso de peles de animais

Porto Alegre (RS) lidera Ato Nacional de repúdio contra uso de peles de animais

Por Gelcira Teles

No dia 11 de junho, às 14h, ativistas de diversas capitais do país farão um ato pacífico e simultâneo de conscientização sobre a exploração dos animais na indústria da moda, denominado “melhor nu do que com a pele que não me pertence”.

RS portoalegre manifestacao peles 6437cEm Porto Alegre, a ação de repúdio contra uso de peles ocorre no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público. Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza e grupos organizados de outros estados se uniram à manifestação idealizada pela ativista Juliana Coube.

Juliana teve a ideia quando participou de um evento no inverno, e ficou chocada com o número de pessoas vestidas com casacos, estolas e luvas de pele de animais. “Não aproveitei o evento, só pensava em quantas vidas foram sacrificadas por vaidade em peças desnecessárias de roupa.” Segundo a ativista, que é vegana e não consome qualquer produto de origem animal, é preciso conscientizar que não existe necessidade de usar peles nem couro, pois existem muitas alternativas de roupas e acessórios sintéticos. “Muitas pessoas não têm noção de como os animais são mortos para retirada da pele, outras simplesmente não se importam com o sofrimento deles. E enquanto continuarem comprando, esse comércio cruel não vai acabar. Quem compra, financia essas mortes”, sintetiza.

Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro são os principais estados produtores de pele de chinchila, estando o Brasil na segunda colocação de exportador de pele do mundo, perdendo apenas para a Argentina, terra natal do animal.

Segundo dados de organizações defensoras de animais e da própria indústria de peles, para fazer um casaco de pele de comprimento médio, são mortos: 125 arminhos, 100 chinchilas, 70 martas-zibelinas, 50 martas canadianas,30 ratos almiscarados,30 sariguéias, 30 coelhos, 27 guaxinins, 17 texugos, 14 lontras, 11 raposas douradas, 11 linces, 9 castores. Entretanto, dezenas de outros animais são explorados para a confecção de roupas, calçados e acessórios, como crocodilos, jacarés, cobras, gatos, cangurus, focas, ursos, avestruzes, zebras. Cabe salientar ainda a indústria do couro, que se utiliza de vacas, carneiros, entre outros, e a produção de roupas para festas e fantasias, especialmente a do Carnaval no Brasil, que explora penas e plumas de diversas aves.

Ativistas de todas as idades tiraram a roupa e cederam fotos para os vídeos realizados por Juliana. Veja:

Informações e entrevistas:

Página do evento: https://www.facebook.com/events/167498966986426/
Juliana Coube
(51) 8238.6752

Assessoria de imprensa:

Gelcira Teles, jornalista, MTE/RS 6790
(51) 3331.7941/(51)9204.1669
[email protected]

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