Portugal: Centenas caminharam contra maus-tratos e abandono dos animais

Portugal: Centenas caminharam contra maus-tratos e abandono dos animais

Por Paula Maia

Foi com o objectivo de apelar ao espírito cívico dos bracarenses, sensibilizando-os para a questão dos maus-tratos e abandono dos animais que centenas de pessoas, oriundas de vários pontos do distrito de Braga, participaram, ontem, na terceira edição da ‘Cãominhada’, promovida pela Associação de Defesa dos Animais e Ambiente de Vila Verde (ADAAVV) e que contou com o apoio do Município de Braga e da Agere.

A concentração teve lugar no parque de estacionamento do Continente de Lamaçães, prosseguindo posteriormente para o centro da cidade onde decorreu um concurso canino.

Muitos dos participantes trouxeram o seu cão – alguns dos quais adoptados – outros passearem as dezenas de cães devidamente sinalizados que ali estavam para adopção. “Estão aqui animais dos canis da Póvoa de Lanhoso, Braga e Vila Verde”, diz Carlos Castro Dinis, presidente da ADAAVV.

Portugal Braga caminharam contra maus tratos abandono2Após o sucesso das edições anteriores, o responsável mostrou-se, uma vez mais, satisfeito com a adesão dos cidadãos.

Além da sensibilização, todos os participantes contribuíram no acto da inscrição com um saco de ração que servirá para alimentar o canil de Vila Verde que está sob alçada desta associação. “O ano passado angariamos 800 kg. Tendo em conta que gastámos 60 kg por dia, esta ração dá para quinze dias. É simpático e óptimo, são quinze dias em que não temos de gastar dinheiro, mas dá apenas para e sse período”, diz Carlos Castro Dias.

O abandono dos animais continua a ser uma realidade, mas Carlos Castro Dinis dá-nos conta de uma realidade que se alterou nos últimos anos. “Assistimos a um fenómeno curioso com mais pessoas a adoptarem rafeiros, ou seja, cães sem raça definida.

Provavelmente terá a ver com a crise”, prossegue o dirigente, acrescentando que um dos grandes problemas actuais é a proliferação descontrolada dos caninos. “A esterilização não é obrigatória. O problema é esse, não é propriamente o abandono”, continua Castro Dinis que defende a esterilização controlada, comparticipada e fiscalizada.

Os irmãos Afonso e Kiko participaram na iniciativa pela segunda vez. Consigo trouxeram a ‘Bu’, uma cadela de dois anos que se apresenta como mais outro elemento da família. Os mais novos ajudam nos cuidados diários e a vontade é adoptar mais um cão.

“Não temos espaço”, diz-nos o pai que fez questão de participar nesta iniciativa de sensibilização.

Pela mão de pequeno Nuno chegou também o ‘Mimo’, um cão que recebe todas as atenções na casa da família. “Já o ano passado participamos e gostámos. E este ano cá estamos outra vez”, conta-nos Nuno. “Viemos também para contribuir com a ração”, acrescenta a mãe, Susana, que alimenta o sonho de adoptar outro cão, um sonho adiado por causa da falta de espaço.

Fonte: Correio do Minho / mantida a grafia lusitana original

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