Portugal: protesto em Braga contra Corrida do Porco preto junta dezena e meia de pessoas

Cerca de 15 pessoas manifestaram-se hoje frente à Câmara de Braga a exigir o cancelamento da recriação da tradição medieval da Corrida do Porco Preto, integrada nas festividades do S. João, alegando que “o animal será sujeito a violência”.

Após o anúncio da corrida, foi criado um grupo nas redes sociais e uma petição on-line, que reuniu cerca de quatro mil assinaturas, contra o evento, estando já marcadas novas iniciativas de protesto, inclusive para a hora da corrida.

Vestidos de preto e com máscaras de porco, os manifestantes empunharam cartazes onde defendiam que aquela tradição “não é compatível” com os valores do século XXI porque, explicou aos jornalistas o representante do movimento Pro-Animal, Rui Barbosa, o porco [o Libório]”vai sofrer” quer física, quer psicologicamente.

“Vamos tentar mostrar o nosso descontentamento até que isto seja cancelado. Dizem que isto seria uma recriação de um evento medieval que consistia na corrida de um porco nas encostas do Monte Picoto que seria caçado. Foi alterado para aquilo que dizem ser um passeio confortável do animal pelas ruas da cidade. É evidente que de confortável não tem nada”, explicou Rui Barbosa.

Isso porque “o animal vai sofrer, vai sofrer violência física e stress”, explanou, apontando ainda causas económicas para o cancelamento da Corrida do Porco Preto.

“Em termos culturais, a cidade tem um certo défice e não compreendemos como se pode gastar dinheiro a promover uma atividade destas quando há défice de atividades culturais”, defendeu.

Apesar da criação do Pro-Animal em Braga ter visado a defesa do Libório, os manifestantes prometem expandir o âmbito do movimento.

“Estaremos presentes em todas as atividades que envolvam animais. Isto não ficará por aqui”, garantiu o representante, que apresentou um outro objetivo para o movimento, “proibir a utilização de animais em circos na cidade de Braga”.

A Corrida ao Porco Preto está marcada para dia 20.

“Isto acaba por ser um embrutecimento das pessoas que acabam por assistir a isto”, finalizou.

Fonte: Porto Canal (Portugal ) / mantida grafia original

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