Portugal: SOS Animal critica deputados por causa das corridas de galgos

Portugal: SOS Animal critica deputados por causa das corridas de galgos

SOS Animal não escondeu a sua indignação depois do Parlamento ter chumbado a proibição das corridas de galgos em Portugal, defendida em projetos de lei apresentados por Bloco de Esquerda e PAN. Durante a discussão do tema, alguns deputados consideraram que a defesa do fim desta atividade era “deturpação da realidade”, “um atentado à própria natureza dos galgos” e demonstrava “desconhecimento” por parte de quem a defende. 

A associação responde que “os deputados descredibilizaram e ironizaram sobre esta prática cruel, real e mensurável em Portugal, e inaceitável numa sociedade cívica evoluída”. “Assistimos, incrédulos, ao não aprofundamento do conhecimento técnico e científico sobre a matéria em discussão pela maioria dos grupos parlamentares, numa abordagem assente em mitos e opiniões pessoai”, lê-se no comunicado emitido pela associação. 

“A SOS Animal reforça que o que está em causa não é os galgos ou outros cães correrem livremente, consoante as suas vontades e necessidades. É correrem dopados, com coleiras de choque, sofrerem maus tratos durante e após as corridas, serem abandonados, encarcerados e forçados a dar sangue o resto da vida, ou mesmo abatidos quando já “não servem”.”, acusa a associação, acrescentando:”os galgos começam os treinos com 2/3 meses de idade, e são despojados como lixo quando termina o “seu propósito” de entretenimento humano. Os mais velhos corredores dispensados têm apenas 2 anos de idade.”

Desta maneira, a SOS Animal decidiu apelar aos portugueses que “escrevam aos grupos parlamentares, repudiando a posição destes representantes eleitos democraticamente e exigindo que expressem a vontade da sociedade, e não os seus interesses recreativos”. A associação diz ainda que “cidades como Beja, Évora, Elvas, Borba, Reguengos de Monsaraz, Caldas da Rainha, Albufeira, são algumas daquelas onde se encontram, com maior frequência, galgos abandonados”. Os animais, segundo a associação, aparecem “subnutridos e altamente traumatizados”.

Uma petição pública a exigir o fim das corridas de galgos já tem mais de 7900 assinaturas.

Foto: Francisco Palma Carvalho

Foto: Francisco Palma Carvalho

Foto: Patrick Aventurier/Getty

Por Cátia Andrea Costa

Fonte: Sábado / mantida a grafia lusitana original 

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