Portugueses protestam contra exploração animal em frente Burger King, em Lisboa

Portugueses protestam contra exploração animal em frente Burger King, em Lisboa

Por Thárcio Borba 

Os ativistas associados ao “Direct Action Everywhere” realizou um protesto neste sábado dia 31 de maio, na Rua Camilo Castelo Branco em frente ao mais recente Burger King do Marquês de Pombal, inaugurado há poucos dias. Dezenas de ativistas reuniram-se para manifestar em favor aos direitos dos animais e contra a exploração do mesmo. O protesto atraiu muitos transeuntes que pararam para pegar folhetos e fazer perguntas.

PT lisboa burgerking 11«Somos ativistas, pela causa animal, pelos direitos dos animais. A nossa ideia é sensibilizar com distribuição de flyers acerca da indústria bastante cruel de exploração animal.» Conta Andreia Mota, organizadora principal em Portugal, juntamente com Vítor Magalhães.

Ela acrescenta ainda que o objetivo é sensibilizar as pessoas e obviamente causar algum impacto relacionado com os maltratos que sofrem os animais em cativeiro por grandes indústrias. A manifestação foi marcada à hora do jantar quando naquela região há mais afluências de pessoas. Até o gerente da cadeia de fast-food Burguer King, recebeu um panfleto que traz informações sobre a capacidade desses animais que de forma cruel, são abatidos. «O gerente do Burger King ao receber um panfleto não gostou muito da nossa estadia em frente ao estabelecimento, mas tirando isso, está uma situação normalíssima.» Esclarece Andreia.

Ao descer pela Avenida Fonte Pereira de Melo em direção à praça do Marquês de Pombal, reuniram-se ali, um grupo de estudantes curiosos que discutiam acerca do assunto.

«Acho importante todos poderem manifestar a sua opinião e tentar alertar as pessoas sobre aquilo que acreditam e lutam. É sempre importante ter pessoas que lutam e preservam a vida dos animais. Ainda bem que existem vegetarianos». Conta Joana Dinis.

PT lisboa burgerking 31Há quem consuma carne, mas que mesmo assim apoia a causa. «Eu acho muito bem que as pessoas se manifestem, apesar de consumir carne, não tenho nada contra quem não o faz.» Indaga uma jovem estudante de Psicologia.

Confrontar as pessoas com a dura realidade do que é preciso para que elas saboreiem aquele pedaço de frango ou bife pode fazer pensar duas vezes na próxima vez em que estas forem comprar os seus mantimentos. Por isso, os manifestantes se preparavam para produzir um vídeo de sensibilização.

A economista Sheyla Andrade que assistia de longe, disse ao LisboaHoje que todos têm o direito de defender aquilo, que para ele seja o correto, e diz que esta causa é compreensível e aceitável.

Em 2013 foram comercializadas, em Portugal, menos 60 mil toneladas de carne do que em 2012. A maior quebra registou-se na carne de vaca. Porém, a queda de consumo está relacionada a outros fatores e não o de sensibilização. Os bifes de bovino apenas foram substituídos por frango, peru e porco, que são mais baratos.

Mas os ativista continuarão a manifestar sua opinião, internacionalmente conhecido por: It’s not Food, It’s Violence. (Isso não é comida, é violência).

No dia 24 de maio, foram realizadas manifestações da Direct Action Everywhere, em Philly e em San Diego nos Estados Unidos, e dia 25 do mesmo mês, em Agusta, Geórgia e em Columbus nos Estados Unidos. No mesmo dia que ocorreu a manifestação em Lisboa, também foi realizada outra em Frederiksborggade na Dinamarca. 

Os ativistas dos direitos dos animais já estão espalhados em mais de 37 cidades e 13 países. Mais recentemente em Chennai, Índia, Istambul e Turquia, que se uniram ao, “It’s not Food! It’s Violence!”. A campanha começou em outubro de 2013 e recebeu a cobertura dos media em várias cidades.

É esperado que os consumidores que passam por estes ativistas, possam comprar mais vegetais do que de costume, após se depararem com a realidade bruta desses animais indefesos.

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Fonte: Lisboa Hoje (Portugal) / mantida a grafia original

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