Praia é tomada por bois mortos após naufrágio no Pará

Praia é tomada por bois mortos após naufrágio no Pará

Quatro praias da região e o píer onde ocorreu o naufrágio foram interditados e proibidos para qualquer tipo de atividade, já que estão tomados por bois mortos e óleo decorrente do naufrágio.

Para praia bois mortos

Moradores de Vila do Conde realizaram um protesto na manhã desta segunda-feira (12) em frente ao principal portão de acesso da Companhia Docas do Pará (CDP), em Barcarena, no nordeste do Pará, cobrando providências imediatas para os problemas decorrentes do naufrágio de uma embarcação que transportava cinco mil bois, em Barcarena.

Quatro praias da região e o píer onde ocorreu o naufrágio foram interditados e proibidos para qualquer tipo de atividade, já que estão tomados por bois mortos e óleo decorrente do naufrágio. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), pouco mais de 100 bois foram resgatados com vida –  a maior parte morreu afogada e muitos animais não conseguiram sobreviver porque teriam ficados presos no porão do navio, o que gerou um alerta também para a vigilância sanitária, preocupada com o consumo dessa carne.

Os moradores reclamam dos danos provocados ao meio ambiente, à economia da cidade e à vida dos moradores.

Eles afirmam ainda que a barreira de contenção que isolava a área do naufrágio rompeu-se na noite do domingo (11), causando um forte mau cheiro por conta da decomposição dos animais e do óleo que se espalhou pelas águas do rio Pará.

Segundo o G1, a Companhia Docas do Pará informou que as determinações judiciais já estão sendo cumpridas, mas que a retirada, transporte e incineração dos bois foi suspensa no final da tarde do domingo porque pessoas da comunidade obstruíram a rodovia que dá acesso às valas, que foram cavadas para que fosse feito o descarte e a queima dos animais em decomposição. O serviço completo de limpeza na área tem previsão de duração de até 6 meses.

Fonte: Notícias ao Minuto 

Nota do Olhar Animal: “Morreu na contramão atrapalhando o tráfego”. A cena e a preocupação das pessoas com tudo, menos com o bois mortos faz lembrar a música de Chico Buarque e a pouca importância dada às vidas perdidas. 

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