Prédio do CCZ passa por reformas e captura de animais é suspensa em Santarém, PA

Funcionários falam com naturalidade do extermínio cotidiano de cães e gatos. 

O prédio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em Santarém, oeste do Pará, passa por uma reforma que obrigou a suspensão da captura de cães.

As obras no canil e laboratórios estão em fase de conclusão. Novas máquinas estão sendo implantadas. Microscópios mais modernos para os exames de calazar, dengue e leptospirose também serão usados. O auditório também está sendo reformado para continuar atendendo a várias secretarias municipais com cursos de qualificação profissional e eventos de interesse da saúde pública.

Porém, o canil não podia passar por reforma completa por causa das pessoas trabalhando e animais sendo sacrificados no local.

“Aqui é um centro de controle de doenças. Não se trata de animal, não se faz soro, não se aplica remédio, não se cura animais. Aqui é uma passagem. Esses animais, após 72 horas, são avaliados e aqueles que têm um padrão racial mais ou menos são testados para o calazar, vacinados contra a raiva e colocados para adoção. Os outros, infelizmente, não têm como ficar aqui para o resto da vida com eles dando ração. Eles têm que ser eutanasiados”, informou o coordenador do CCZ, Luiz Alberto Coelho.

A previsão é de que a reforma encerre nesta quarta-feira (18) e o serviço seja normalizado.

Fonte: G1  

Nota do Olhar Animal: É assustadora, porém comum, a naturalidade com que funcionários de Centros de Zoonoses falam sobre o extermínio de animais nestes órgãos. Escondendo-se atrás de “atribuições legais” dos CCZs, desfilam sua insensibilidade em relação à matança. Não é possível acreditar que pessoas, com suas ações mecanizadas, burocratizadas, condicionadas, tenham alguma sensibilidade em relação à vida humana também, que alegam ser a prioridade. Sempre chamam este massacre de animais de “eutanásia”, algumas vezes para aplacar eventuais problemas com suas consciências, pois sabem que o que fazem não é correto, outras apenas para confundir a opinião pública sobre o que realmente é o ato: assassinato.

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