Prefeitura de Campo Grande (MS) quer medidas mais rígidas para venda e doação de animais

Prefeitura de Campo Grande (MS) quer medidas mais rígidas para venda e doação de animais
Projetos tratam de regras para venda de cães (Foto: Divulgação - PMCG)

A Prefeitura de Campo Grande quer promover medidas mais rígidas para locais que fazem exposição, venda e doação de animais, além de punições para quem pratica maus-tratos. As propostas foram enviadas para Câmara Municipal.

Ao todo foram quatro projetos enviados sobre a saúde e bem estar de cães e gatos de Campo Grande. O primeiro destaca que os locais que fazem a exposição, venda ou doação destes animais vão precisar de um responsável técnico. Esta medida atualmente é exigida apenas para clínicas e hospitais veterinários.

Outra proposta exige que sejam cadastrados na Subscretaria Municipal de Bem-Estar Animal, para que possam comercializar os animais, que também precisar ter procedência reconhecida, além de estarem vacinado e tomarem vermífugos.

Já os canis e gatis também precisam ter um médico veterinário responsável, com o local sujeito a pagar multa de até R$ 100 mil, caso descumpra as medidas. Outro projeto cria o programa “Animal Comunitário”, em que um tutor vai receber subsídio para compra de ração, vacinas e equipamentos de animais que não tem um responsável definido.

Dentro do pacote de proposta ainda tem punições para quem comete maus-tratos contra animais domésticos, entre eles que a pessoas ficará impedida de ter outro animal durante cinco anos. As matérias serão votadas depois do recesso pelos vereadores.

Por Leonardo Rocha 

Fonte: Campo Grande News


Nota do Olhar Animal: Sobre os eventos de adoção, a medida de exigir um responsável técnico atende aos interesses das associações da classe dos médicos veterinários, que insistem na ilegal e imoral ingerência em áreas que não são da sua alçada, sempre buscando criar dificuldades para o movimento de proteção animal. A Justiça já derrubou tentativas parecidas, quando conselhos estaduais tentaram impor a exigência de responsável técnico em mutirões de castração. Todas foram repelidas pelos tribunais. Essas associações de classe muito raramente defendem os interesses dos animais, preocupando-se mais em arrumar “boquinhas” para seus associados do que, por exemplo, com a qualificação técnica dos médicos veterinários, com a fiscalização das atividades e punição de crimes cometidos contra os bichos, etc. Pior, vêm a público vergonhosamente manifestar apoio a atividades flagrantemente danosas aos animais, como rodeios e vaquejadas.

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