Prefeitura de João Pessoa (PB) oferece serviço de esterilização de animais para controle populacional de cães e gatos

Prefeitura de João Pessoa (PB) oferece serviço de esterilização de animais para controle populacional de cães e gatos

A população de cães e gatos cresce dia após dia. Porém, nem todos aqueles que nascem conseguem ter um lar. Esses animais muitas vezes ficam abandonados nas ruas, sujeitos às doenças e outros perigos. Os que sobrevivem geram mais e mais animais que terão um destino incerto. Assim, visando o controle populacional desses animais, a esterilização é a melhor solução.

Em João Pessoa, o Centro de Vigilância em Saúde Ambiental e Zoonoses, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza gratuitamente o serviço de esterilização de animais. Nos últimos três anos, mais de cinco mil animais foram castrados. Apenas no primeiro semestre deste ano, 708 animais passaram por esse procedimento cirúrgico. Eles são levados para castração pelos donos ou através de ONGs, que recolhem cães e gatos nas ruas e os encaminham para o serviço municipal, criado há três anos e é mantido pela prefeitura com recursos próprios.

De acordo com o gerente do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses de João Pessoa, Nilton Guedes, muitas pessoas não têm conhecimento sobre os benefícios da castração para os animais. “Além de impedir a procriação, o procedimento evita todos os transtornos decorrentes da reprodução e da ação hormonal, como brigas, demarcação de território, fugas e doenças. A castração também é uma medida fundamental para prevenir o abandono. É uma questão de saúde pública”, explicou.

A doméstica Hosana Gomes levou a gata para fazer castração no Zoonoses. “Esse serviço é muito importante, pois muita gente, assim como eu, não tem condições financeiras de fazer o procedimento particular. Já tive que pagar uma vez e não vi diferença com o serviço oferecido aqui. É uma pena as pessoas não procurarem mais por esse serviço, pois é muito triste ver animais abandonados”, disse. Ela tem mais quatro gatos e um cachorro.

A dona de casa Ivanise Queiroz levou a sua cadela da raça Akita para fazer a castração. “Tenho outro cachorro em casa e quando ela entra no cio é uma agonia grande. Além disso, a castração tem vários benefícios e pode até diminuir a probabilidade de alguns tipos de câncer”, disse.

A médica veterinária Islaine Salvador explicou que a castração também é uma maneira eficiente de prevenir zoonoses e abandono. “Cadelas podem ter até duas ninhadas por ano e gatas até três, e muitas pessoas não têm condições de criar esses filhotes. A castração também é indicada para a prevenção de doenças como tumores prostáticos, mamários e uterinos. Além disso, os animais castrados têm menor probabilidade de desenvolver um comportamento agressivo. Cada caso deve ter a avaliação e orientação de um médico veterinário”, ressaltou.

A castração é a esterilização de um animal (macho ou fêmea). O procedimento não é considerado perigoso e os riscos envolvidos são os mesmos de qualquer procedimento cirúrgico e o animal recebe alta no mesmo dia. Os que possuem donos voltam para suas casas e os abandonados ficam com cuidadores voluntários até encontrar um lar.
Serviço – O Centro de Vigilância em Saúde Ambiental e Zoonoses fica localizado na Avenida Walfredo Macedo Brandão, n°100, nos Bancários. Para mais informações, as pessoas podem ligar para os telefones 3218-9357 ou 3214-3459.

Porque devemos castrar os machos?

Evita fugas.
Evita a marcação do território (xixi fora do lugar).
Evita a agressividade motivada por excitação sexual constante.
Evita tumores testiculares.
Evita o aumento do número de animais de rua.
Evita a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, etc. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças).

Porque devemos castrar as fêmeas?

Evita acasalamentos indesejáveis, principalmente quando se tem um casal de animais de estimação.
Evita o cancro nas glândulas mamárias na fase adulta.
Evita piometra (grave infecção uterina) em fêmeas adultas.
Evita as “gravidezes psicológicas” e suas consequências como infecção das tetas.
Evita cios.
Evita o aumento do número de animais de rua.
Evita a perpetuação de doenças genéticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, etc. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças)

Fonte: Paraíba.com.br (com informações da Secom-JP)

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