Prefeitura do Rio lança campanha contra massacre de macacos por causa da febre amarela

Prefeitura do Rio lança campanha contra massacre de macacos por causa da febre amarela
Cartaz da campanha contra o massacre de macacos por causa da febre amarela Foto: Divulgação

A Prefeitura do Rio lançou nesta quarta-feira uma campanha para conscientizar a população contra o massacre de macacos na cidade. A campanha, idealizada pela Vigilância Sanitária, quer diminuir o número de macacos mortos por agressão humana, pela associação desses animais com o vírus da febre amarela. Este ano, já foram encontrados 170 primatas mortos no município, metade deles com sinais de ação do homem, incluindo agressão, envenenamento ou queimadura.

A subsecretária de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, Márcia Rolim, destacou que os macacos muitas vezes são vistos como inimigos pela população, quando, na verdade, não são transmissores da doença.

A campanha quer esclarecer que macacos são aliados da população contra a febre amarela - Foto: Divulgação
A campanha quer esclarecer que macacos são aliados da população contra a febre amarela – Foto: Divulgação

O macaco é vítima da febre amarela. Não é transmissor, nem vetor do vírus. Na verdade, ele adquire a doença bem antes do homem, o que pode servir como um alerta.

A campanha quer esclarecer que macacos são aliados da população contra a febre amarela  A veterinária ressaltou que a população pode se prevenir contra a febre amarela, mas que a agressão e a morte de macacos é uma “ação cruel e desnecessária”. Além de evitar o massacre, que é crime ambiental, a campanha, que tem o slogan “Eu também sou vítima”, também quer conscientizar as pessoas sobre a importância dos primatas para a prevenção do vírus da febre amarela.
– A população só vai se prevenir com vacina, educação sanitária e evitando a proliferação do mosquito.

A partir do monitoramento dos corpos dos macacos é possível detectar o avanço do vírus e elaborar medidas preventivas. Por isso, a Vigilância Sanitária recomenda que, assim que encontrar um macaco morto, as pessoas entrem em contato com o 1746, telefone da central de atendimento da Prefeitura. A campanha começou com a instalação de placas e a distribuição de folhetos em trilhas do Parque da Catacumba. A divulgação deve seguir por outros centros de conservação ambiental da cidade, como zoológicos e reservas florestais.

Por Matheus Meyohas (estagiário sob supervisão de Luciano Garrido e Fernando Moreira)

Fonte: Extra

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