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Prefeitura reduz controle e risco de leishmaniose aumenta em Campo Grande, MS

CCZ deixou de fazer trabalho preventivo, e estimativa é de que mais de 60 mil animais com a doença

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Sem controle concreto da doença, a Leishmaniose  – transmitida pelo mosquito flebótomos – continua fazendo vítimas na Capital, e o número de contaminações é alto. Só no ano passado três pessoas morreram em decorrência da doença, e pelo menos 99 pessoas foram contamidadas. De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campo Grande, a cidade tem cerca de 135 mil cães e 39 mil gatos, a avaliação é de que 35% destes animais, mais de 60 mil, sejam portadores da doença. 

Para se ter dimensão da falta de ações de combate à leishmaniose, nem o diagnóstico em animais tem sido feito. Os cães e gatos são apenas mais um hospedeiro da leishmaniose visceral, entretanto, o controle é necessário. A última coleta de sangue para identificar protozoários nas residências foi realizada há 4 anos, e desde 2013, o procedimento deixou de ser feito por falta de material, que eram disponibilizados pelo Ministério da Saúde. 

Naquela época, a prefeitura municipal também chegou a distribuir coleiras com repelente contra o mosquito transmissor da leishmaniose. Estimativa é de que mais de 100 mil animais passaram por exames. Na ação, os agentes de controle de epidemiologia visitavam as residências realizando o cadastro e o encoleiramento dos cães. Atualmente o sangue é colhido de forma espontânea, ou seja, o tutor do animal tem que leva-lo até o Centro de Controle de Zoonoses, localizado na Avenida Euller de Azevedo, na Capital.

A previsão é que só na metade desse ano a coleta volte a ser realizada, mas ainda sem data definida. 

Durante o tempo que as ações funcionaram, de acordo com a coordenadora do CCZ, Silvia Barbosa do Carmo, o município gastou R$ 1,5 milhão para distribuir as coleiras, que atenderam 100 mil cães. Mas a ação durou pouco por ter custo elevado, o que levou a administração da Capital a encerrar esse tipo de controle. 

Assim como a coleta de sangue feita nas casas, as vacinas antirrábica, levadas às residências para a aplicação, também foram extintas no ano passado. A Secretaria de Saúde do município informou que o retorno da visita doméstica para a vacinação e avaliação dos animais

Fonte: Correio do Estado 

Nota do Olhar Animal: A prefeitura não faz sua parte e dá margem para gente de ética rasa defender a matança de cães. Se o trabalho for feito com competência e com recursos, surte efeito.  

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