Prefeitura termina manejo das capivaras da Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte, MG

Prefeitura termina manejo das capivaras da Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte, MG
Ao final do processo, foram contabilizados 53 animais manejados pela prefeitura. (Foto: Cristina Horta/EM/D.A Press - 23/01/2014)

O manejo das capivaras que vivem na orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, foi concluído. O anúncio foi feito pela Prefeitura da capital na manhã desta terça-feira em entrevista coletiva no Parque Ecológico. Mais de 50 animais foram esterilizados e nos próximos anos a área continuará sendo monitorada.

Segundo a prefeitura, o censo feito em fevereiro deste ano mostrou que 65 animais estavam presentes na região. Ao final dos trabalhos, foram encontrados 53 roedores manejados. Isso se deve à população dinâmica dos animais, que podem ter morrido de forma natural, doenças ou ataques de jacarés, segundo o gerente de Defesa dos Animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Leonardo Maciel. Cinco animais morreram após a cirurgia, mas o laudo da necrópsia mostrou que eles estavam com parasitas internos e anemia.

As esterilizações das fêmeas e vasectomia dos machos começou pelos que vivem dentro do parque, onde existe a maior concentração. Já em julho, foram instaladas as cevas de captura na orla, onde foi concluído o manejo previsto para este ano.

A prefeitura já informou que pretende continuar com os trabalhos em 2019 e 2020, na expectativa de uma política pública de controle da febre maculosa e manejo dos animais. Atualmente, todas as capivaras da Pampulha estão identificadas e com diagnóstico clínico e laboratorial. Caso um novo animal chegue à lagoa ele será esterilizado para impedir o processo de reprodução.

Segundo o secretário de Meio Ambiente de BH, Mário Werneck, mantendo uma política pública sólida permanente de controle desses animais, a população ficará cada vez mais longe da febre maculosa, doença causada pela bactéria Riquettsia riquettsii. A bactéria, por sua vez, é transmitida da capivara para o carrapato, que pica o homem causando a enfermidade.

“As pessoas têm que se conscientizar de que o carrapato não está totalmente extirpado. É um trabalho contínuo. A segurança existe, mas as pessoas têm que tomar cuidado ao passear com os filhos”, diz Werneck, que destaca a importância de cuidados básicos, como observar a presença de carrapatos após o passeio em um parque, por exemplo, e uso de roupas brancas para facilitar a observação desse tipo de animal.

Leonardo Maciel, Eduardo Viana, Mário Werneck, e Sérgio Augusto Domingues falam sobre as capivaras da Pampulha. (Foto: Paulo Filgueiras/EM/DA Press)

FEBRE MACULOSA “A coleta e controle de carrapatos continua sendo realizada juntamente à pesquisa da presença da bactéria causadora da febre maculosa em seu interior”, explica a prefeitura. As capivaras estão entre os animais que são vítimas do carrapato-estrela, transmissor da doença. Os roedores também receberam carrapaticida como parte do manejo. “O que se espera é a diminuição tanto do número geral de carrapatos quanto do número de carrapatos contaminados especificamente”, afirma o município.

Com base nos trabalhos concluídos em 2018, a prefeitura espera obter resultado favorável no final de 2020. Por enquanto, a PBH alerta que o risco de contágio com a febre maculosa ainda é real. “Uma importante forma de prevenção é que as pessoas procurem carrapatos pelo próprio corpo e pelo corpo das crianças sempre que realizarem atividades ao ar livre em toda a região metropolitana, pois a febre maculosa é endêmica no Sudeste do país”, orienta.

Por Cristiane Silva e Guilherme Paranaiba

Fonte: Estado de Minas 

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