Professor doutor da UFMG é denunciado por colegas por maus-tratos a animais

Professor doutor da UFMG é denunciado por colegas por maus-tratos a animais

Segundo caso de maus-tratos a animais nas dependências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) é registrado este mês. Duas professoras que mantêm um projeto que cuida de gatos no Câmpus Saúde, no Bairro Santa Efigênia, denunciaram à Polícia Militar um professor doutor, de renome internacional, por mandar uma aluna, orientada por ele, retirar a água e a comida que é colocada para animais que vivem no local.

A professora da Escola de Enfermagem Vânia Goveia contou que sua parceira no projeto Proteger e Cuidar, a professora Ana Lúcia Mattia, viu nesta semana uma aluna retirando a comida e a água que é colocada por elas diariamente para gatos que moram no Câmpus da Saúde. Ao interpelar a aluna, ela disse que estava apenas cumprindo ordens de seu professor supervisor, que coordena um laboratório na universidade.

Segundo Vânia, após flagrar a ação, Ana registrou na Delegacia Especializada de Investigação de Crimes contra a Fauna, um boletim de ocorrência contra o professor e a aluna. As professoras fizeram ainda um registro interno do ocorrido na Comissão Permanente do Câmpus Saúde da UFMG, que coordena o lugar.

De acordo com a delegada Cristiane Ferreira, titular da delegacia, em outubro do ano passado foi apurado um caso muito semelhante a esse, que também envolvia a alimentação dos gatos da UFMG. Por meio da assessoria de imprensa da corporação, a delegada informou que o fato de retirar a comida não configura maus-tratos, a priori, e o caso é considerado como fato atípico.

Proteger e Cuidar

Vânia e Ana Lúcia, há sete anos atuam juntas no projeto voluntário – não vinculado à instituição de ensino, e dividem igualmente os gastos e trabalhos desenvolvidos. “Castramos, vacinamos e devolvemos o gato para o ambiente onde foi encontrado. Na Saúde, a gente tem o apoio das pessoas em geral. Desde os porteiros e seguranças até os diretores”, disse Vânia. “Temos a aprovação no meio dos protetores dos animais e de veterinários do Centro de Zoonose de BH”, continuou.

Vânia contou também que esse mesmo professor já protocolou um registro na Prefeitura de Belo Horizonte, solicitando que elas prestassem contas do projeto já que recebem a ajuda de ‘madrinhas’, que colaboram com R$ 30 ao mês para alimentar e cuidar de seus afilhados felinos. Porém, como o projeto é financiado pelas protetoras, não havia contas públicas a prestar.

Fonte: EM

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.