Programa vai monitorar impacto do pré-sal em animais no litoral de SC

Programa vai monitorar impacto do pré-sal em animais no litoral de SC

Análise da fauna deve ocorrer também em boa parte do litoral paulista. Pesquisadores vão estudar aves, tartarugas e mamíferos marinhos.

SC convenio monitora fauna

Um acordo entre a Petrobras e a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) formalizou a criação de um projeto de monitoramento da fauna na área do pré-sal que envolve a faixa litorânea entre Ubatuba, em São Paulo, e Laguna, no Sul de Santa Catarina.

A universidade será responsável por analisar a interferência das atividades de produção e escoamento de petróleo e gás natural na região da Baía de Santos. O programa vai estudar os impactos sobre aves, quelônios (répteis com carapaça, como tartarugas, por exemplo) e mamíferos marinhos.

O programa foi criado graças a uma exigência do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), já que até hoje não existe nenhum estudo oficial sobre os impactos da exploração da área do pré-sal nos animais.

Com data de início programada para o final de agosto, as atividades podem ser resumidas num trabalho meticuloso: os mais de 800 quilômetros de costa serão monitorados todos os dias, sete dias por semana por profissionais da área como biólogos e oceanógrafos durante quase dois anos.

Ao todo, 400 profissionais participarão do projeto, que inclui também a criação de postos de acolhimento e atendimento à animais resgatados nas praias que ficam localizadas no trecho monitorado pelo programa.

SC convenio monitora fauna2

Na prática

Muitos banhistas que encontram animais na beira da praia não sabem como proceder ou que órgão acionar. O coordenador do programa de monitoramento, André Barreto, explica que em breve esta situação deve mudar: “A população será instruída por meio de placas e folhetos sobre o que fazer caso encontrem algum animal vivo ou não nas praias da região.”

Barreto também confirmou a construção de centros de reabilitação e tratamento destes animais, onde uma equipe será responsável por analisar caso a caso. Além disso, se o animal encontrado estiver morto, uma necrópsia será feita para descobrir a causa da morte e então poder ou não relacionar às atividades de produção e escoamento de petróleo e gás.

Os números vão em breve ser computados num portal na internet, onde a população poderá encontrar dados precisos sobre todo o estudo. Um número de telefone também está entre os planos do projeto para que qualquer pessoa possa acionar o programa.

Por meio de nota, a Petrobrás disse que “O projeto de monitoramento de praias atende requisitos do licenciamento ambiental para a segunda etapa de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos (Etapa 2) e servirá para avaliar possíveis impactos desta atividades na fauna da região. Será realizado a partir do segundo semestre de 2015 em praias entre Laguna (SC) e Ubatuba (SP).”

O G1 também entrou em contato com o Ibama, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Fonte: G1

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.