Projeto quer castrar cerca de 100 cães e gatos que vivem nas ruas em Sena Madureira, no interior do Acre

Projeto quer castrar cerca de 100 cães e gatos que vivem nas ruas em Sena Madureira, no interior do Acre

Um projeto da Prefeitura de Sena Madureira quer castrar cães e gatos que vivem nas ruas do município. O objetivo é frear o aumento populacional dos animais.

Os bichos devem ser levados para clínicas aprovadas em licitação onde vão receber tratamento de saúde serem castrados e permanecerem internados por sete dias até a retirada dos pontos.

Ao G1, o veterinário da Secretaria Municipal de Saúde e responsável pela setor de zoonoses, Rodrigo Felici Bortolan, explicou que a Saúde do município vai ficar responsável por recolher os animais e as clínicas vão fazer as castrações.

Depois disso, os cães e gatos vão ser colocados para adoção por meio de um termo. Caso não sejam adotados devem, infelizmente, retornar para as ruas.

“Fizemos uma parceria com os estudantes do curso de zootecnia do Ifac. Os animais que não forem adotados eles vão tentar conseguir novamente um lar. Porém, existe em muitos casos a adoção coletiva. O animal vive na rua, mas os moradores dão comida e água e cuidam dele”, explica.
Capacitação
 
Para poder colocar o projeto em prática, três médicos veterinários e cinco agentes de controle de zoonoses passaram por uma capacitação no último dia 13 deste mês com o responsável pelo Centro de Zoonoses de Rio Branco, capital acreana.

“Sabíamos as técnicas, mas era necessário o aperfeiçoamento. Isso não vai ser colocado em prática de imediato, vai ser algo a médio prazo”, explica.

Bortolan afirma que há poucos animais vivendo nas ruas do município. Segundo ele, existem muitos casos de donos que acabam soltando os próprios animais. Por isso, a secretaria deve fazer um trabalho de educação sanitária com essas pessoas.

Os cães e gatos que de fato vivem na rua representam cerca de 10% do total de 7 mil animais que a secretaria tem registro, o que representa em torno de 80 a 100 animais abandonados.

“O animal é solto, no caso de cachorros acabam achando uma cadela no cio e junta aqueles vários animais ao redor. Mas, quando vamos ver, a maioria desses animais têm dono”, destaca.

Inicialmente, conforme o veterinário, a prioridade vai ser os bichos de rua. Porém, numa segunda etapa as secretarias municipais de Saúde e Cidadania vão oferecer o serviço de castração para moradores de baixa renda que são cadastrados em programas sociais do Governo Federal.

“Vamos pegar essas pessoas e entrar em contato e ver se elas querem castrar. Se elas quiseram vamos buscar o animal. Elas vão poder deixar na clínica para fazer o tratamento. Se ela quiser levar para casa, a clínica que ganhou a licitação vai ter de oferecer toda a medicação para que o bicho faça o tratamento em casa”, finaliza.

Por Quésia Melo

Fonte: G1