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Protesto contra agressão a casal de pit bull reúne mil pessoas em Manaus, AM

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Cerca de mil pessoas se reuniram na tarde deste sábado (20), na Praça Coronel Jorge Teixeira, localizada no bairro São Jorge, reivindicando justiça no caso de agressão contra um casal de cães da raça pit bull , de nome Marrento e Belinha, ocorrido no último domingo (14), no bairro Vila da Prata, zona oeste da cidade.

De acordo com a proprietária, Tabyta Karimy, os animais foram atingidos com diversos golpes de terçado no corpo, por um morador da vizinhança.

“O portão de casa estava com problemas, não fechava direito, os dois viram a oportunidade de passear e fugiram”, contou a dona dos Pit Bulls.

Segundo ela, os animais acabaram chegando à residência do suposto agressor, que justificou ter agido em defesa dele e da família.

“Ele nos disse que o Marrento e a Belinha avançaram contra ele, a família e a cachorra de estimação. Mas, há seis anos, eles estão comigo e são super dóceis, nunca avançariam contra alguém”, afirmou Tabyta, ressaltando que o agressor dos animais não sofreu nenhum ferimento.

A dona do casal disse ainda que, após ser golpeado na cabeça, o macho saiu correndo e voltou para casa.

“Já a Belinha não conseguiu fugir e foi atingida diversas vezes na cabeça e no corpo. O agressor ligou para minha casa dizendo para buscá-la, porque ela estava morta. Chegando lá, ela ficou desacordada junto com o Marrento e corremos para o médico veterinário”, explicou a jovem.

Depois de passar uma semana na clínica veterinária, Marrento, que perdeu a visão no olho esquerdo, recebeu alta na noite de ontem (19), contudo, a fêmea segue internada em estado grave.

“Já pensamos em eutanásia, mas a médica disse que ela tem uma pequena chance de sobreviver. É pequena, mas vamos nos agarrar a ela”, falou Tabyta.

Registrado, nesta manhã, no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o caso tem ganhado destaque nas redes sociais e gerado comoção em protetores de animais. É o caso de Andrea Guedes, integrante do Clube do Pit Bull, de 34 anos, que decidiu realizar a manifestação assim que soube da história.

“O homem que causou isso a eles merece ser levado à justiça. Nada justifica a sua ação monstruosa. O que ele fez não foi em defesa própria, foi por pura maldade”, disse a organizadora.

Para ela, o caso de Marrento e Belinha representa o preconceito que a população tem em relação à raça Pit Bull, ainda considerada por muitos como agressiva e perigosa.

“Queremos mais uma vez chamar a atenção das pessoas para este problema e conscientizá-las a respeito da raça. Mostrar para todo mundo que o comportamento do cão vai depender da criação do dono”, concluiu ela.

Fonte: D24am

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