Protesto em Teresópolis (RJ) simula zoológico na frente da Prefeitura

Protesto em Teresópolis (RJ) simula zoológico na frente da Prefeitura

Manifestação foi motivada pelas denúncias contra o prefeito Arlei Rosa. Espécie de bloco de Carnaval tinha máscaras de animais exóticos

Por Fernanda Soares

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A população de Teresópolis, na Região Serrana do Rio, realizou um protesto na tarde desta sexta-feira (13) por conta das denúncias feitas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro que apontam o enriquecimento ilícito do prefeito Arlei Rosa. Fazendo referência à criação de animais exóticos existente no haras que deu origem à denúncia, os manifestantes se fantasiaram e foram para a frente da prefeitura, no Centro da cidade. Aproximadamente 40 pessoas participaram do ato, incluindo crianças, montaram uma espécie de bloco de Carnaval. O carro de som chegou a ser proibido de tocar as marchinhas, que depois foram liberadas.

O único representante do Governo Municipal que apareceu na manifestação foi o secretário de Segurança Pública de Teresópolis, Marcos Antonio da Luz. Mas a intenção não era a de dialogar com a população, e sim, impedir que as marchinhas fossem tocadas. O prefeito, que segundo o MP do Rio tem um patrimônio acima do que sua renda mensal permitiria, se recusa a falar com a imprensa e afirma que o sítio é arrendado. No entanto, os promotores públicos que estão à frente do caso têm depoimentos de testemunhas, incluindo empregados, que afirmam que Arlei Rosa é o dono da propriedade avaliada hoje R$ 3,5 milhões. O salário mensal do prefeito é de R$ 15 mil.

A propriedade rural tem um mini-zoológico particular, com animais exóticos, e um haras, com cavalos de raça que são vendidos em leilões por cerca de R$ 100 mil cada. No momento o espaço passa por uma grande reforma. Os manifestantes, indignados, ficaram cerca de uma hora e meia na frente da sede do Poder Executivo.

Entenda o caso

O prefeito Arlei de Oliveira Rosa é suspeito de ter uma evolução patrimonial incompatível com a renda dele. O Ministério Público do Rio de Janeiro instalou um inquérito civil público para investigar o caso. O ponto de partida foi o município de Sapucaia, a 40 quilômetros de Teresópolis.

Em 2008, quando se candidatou a vereador, Arlei Rosa declarou à Justiça Eleitoral que não tinha bens. Quatro anos depois, ao disputar a prefeitura, informou ter bens que somavam mais de meio milhão de reais. A propriedade de Sapucaia não estava incluída na relação de bens declarados por Rosa. No cartório de Sapucaia, não há imóveis registrados no nome dele, mas, no catálogo de um leilão de cavalos, que aconteceu em agosto de 2014, o nome do prefeito aparece como proprietário do haras.

Fonte: G1

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