Protesto pede justiça após morte de centenas de pássaros em avenida de Manaus

Protesto pede justiça após morte de centenas de pássaros em avenida de Manaus

A mobilização começou nas redes sociais e conseguiu reunir centenas de pessoas.

Por Isabelle Marques

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Uma manifestação reuniu centenas de pessoas na Avenida Efigênio Salles, onde foram encontrados mais de 200 pássaros mortos na última quinta-feira (27). Os manifestantes levaram cartazes e pediram por justiça, para que o caso seja esclarecido.

De acordo com a organizadora do evento, a professora de idiomas Talita Carvalho, de 29 anos, a mobilização começou na noite desta sexta-feira (28), através das redes sociais, onde mais de 2 mil pessoas confirmaram a participação no protesto.

Talita afirmou que participa de várias ONGs de proteção animal e que é necessário que as investigações sobre a morte dos pássaros seja feita com seriedade e que a Justiça cumpra o seu papel.

“Há 3 anos já fizemos uma manifestação devido às telas que colocaram nas palmeiras, onde os pássaros costumam ficar no início da noite, mas não houve resposta alguma. Esse caso foi grave e não pode ficar esquecido”, afirmou ela.

A bióloga Raimunda Ferreira, de 40 anos, disse que o local onde as aves costumam ficar é originalmente uma Área de Proteção. “O caso repercutiu de forma muito rápida. É revoltante. Depois que soubemos, queremos uma punição. Poderíamos estar em casa, mas isso não pode passar em branco”, afirmou a bióloga que veio em um grupo de 10 pessoas.

O presidente da União de Política Animal (UPA), Diego Alencar, também esteve no protesto. Segundo ele, cuidar da fauna é responsabilidade de todos. “Nenhuma autoridade ainda se manifestou sobre o ocorrido. Essa situação precisa servir de exemplo para que as coisas mudem. Algumas vezes até acham um culpado, mas não há uma lei severa para punir. Todas as respostas que foram dadas por conta da morte dos pássaros são vagas”, desabafou.

Investigações

A causa da morte dos pássaros ainda não tem previsão para ser divulgada. Segundo o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), o órgão viabiliza o laboratório que fará os testes toxicológicos para descobrir se foi um caso de envenenamento.

O instituto recolheu para o procedimento, 40 aves mortas da espécie de periquitos brotogeres versicolurus e, segundo os técnicos da gerência de fauna do Ipaam, cerca de duzentas aves morreram no local. Entre as suspeitas levantadas pelo órgão está a ocorrência de envenenamento, vírus ou praga e todas serão avaliadas.

Fonte: D24am

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