Protetoras suspeitam de série de estupros contra cães em casa na região de Curitiba; polícia investiga

Protetoras suspeitam de série de estupros contra cães em casa na região de Curitiba; polícia investiga

Era dia 23 de novembro quando protetoras de Curitiba foram até a região do bairro São Domingo, em São José dos Pinhais, região metropolitana, para ajudar um cão com problemas de saúde, após uma denúncia de uma moradora. O grupo foi ao local e viu, dentro de uma casa, animais em estado mais grave, que foram resgatados, após a permissão de entrada por parte do proprietário. Depois disso, foram arrecadados alimentos durante uma semana para ajudar o dono da casa. Entretanto, ao retornarem, no último dia 30, as protetoras tomaram um susto, pois encontraram cães com supostos sinais de ‘abuso sexual’.

“Cadelas ‘arregacaçadas’ e sem conseguir andar. Dai o dono da casa disse que poderia ser um atropelamento. Mas quatro atropeladas de uma vez? Uma teve o reto estourado. Claramente, algo estranho está acontecendo ali”, disse a protetora de animais Ângela Lourenço, em entrevista à Banda B na manhã desta terça-feira (3).

Angela relatou que ontem (2) a Delegacia do Meio Ambiente e a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de São José dos Pinhais estiveram na residência para apurar o caso. “Ontem então, a polícia foi até lá para investigar se acontece a situação de maus-tratos. Conseguimos retirar mais dois cães, há alguns internados em estado grave, mas ainda há cinco lá”, relatou a protetora. (Assista abaixo vídeo com o momento que as protetoras percebem suposto abuso)

Assista ao vídeo clicando aqui.

Mas quem poderia estar praticando o suposto abuso contra os cães? Ângela respondeu: “O dono da residência parece não entender o que está acontecendo, então a gente suspeita de uma pessoa que mora com ele. A Assistência Social também deverá ser chamada para ver o que acontece ali. Estamos esperando que se tenha uma solução, porque a situação dos animais é muito complicada”, afirmou.

Cães resgatados por protetoras. (Foto: Reprodução)

Investigação

O delegado Matheus Layola, da Delegacia do Meio Ambiente, confirmou à Banda B que o caso é investigado como uma possível zoofilia. “Intimamos o responsável legal pelo suspeito, que aparenta problemas psicológicos, para comparecer a delegacia. Por enquanto, não se constata o abuso, mas se percebe os ânus dilacerados. As investigações prosseguem para elucidar o caso”, destacou, confirmando que exames deverão ser feitos.

Segundo o delegado, se constatado os maus-tratos o responsável pode pegar até um ano de prisão, além de pagar multa. “Consideramos uma pena muito baixa e há projetos para isso aumentar. O que salientamos é a importância da participação conjunta entre as partes”, ressaltou.

A Banda B também conseguiu confirmar que a Secretária Municipal do Meio Ambiente esteve no local para apurar o caso.

Por Luiz Henrique de Oliveira 

Fonte: Banda B

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