Protetores de animais em Uberaba (MG) denunciam envenenamento de gatos

Protetores de animais em Uberaba (MG) denunciam envenenamento de gatos
Protetores independentes pedem conscientização da população (Foto: Reprodução/TV Integração)

Denúncias relatando maus-tratos aos animais de rua têm se tornado frequentes em Uberaba. Recentemente, casos de envenenamento de gatos foram registrados na região do Jardim do Lago e Parque do Mirante. Os protetores de animais independentes estão preocupados com a situação, já que eles colocam vasilhas com água e alimentos para os animais nas ruas.

Cláudia Toledo deixa água e ração para gatos de rua no bairro. Ela conta que, na última semana, quando estava reabastecendo as vasilhas, foi intimidada por vizinhos. Em um dos pontos onde as protetoras alimentam os animais, há um muro pichado com os dizeres “Vc quer criar gato leva p/ sua casa. Eu não quero dengue aqui” (sic). Só que ela não imaginava que o pior ainda estava por vir.

“Era quase 19h e um senhor me parou nós começamos a ‘trocar farpas’ porque eu estava alimentando e ele não queria que eu alimentasse. Chegou outra mulher, que também mora no bairro, e ameaçou. Por causa disso, fomos todos parar na delegacia para fazer o boletim de ocorrência. No dia seguinte, os gatos começaram a aparecer mortos”, contou a protetora de animais independente.

A Lei Municipal que instituiu o “Cão e Gato Comunitário” em 2016, permite que uma pessoa ou várias alimentem, mediquem e ofereçam água limpa e fresca diariamente. Para esclarecer os moradores do Bairro Jardim do Lago sobre a legislação, todos receberam uma notificação extrajudicial.

Um dos animais foi encontrado morto no matagal
(Foto: Cláudia Toledo/Arquivo Pessoal)

“Nós enviamos estas notificações para que a pessoa tenha uma conscientização de quais leis amparam os animais, que explicam, concretamente, o que seriam estes maus-tratos: envenenamento, deixar de alimentar, bater, por exemplo. A partir do momento que a pessoa já sabe o que significa maus-tratos e continuar fazendo, a gente passa para o Ministério Público e, aí sim, é aberto uma ação judicial”, explicou Janaína Coutinho, advogada e protetora de animais independente.

Segundo as protetoras, o que elas querem é poder cuidar dos animais e conscientizar a população da importância desse serviço. “Já é triste a situação deles de estar na rua e abandonados. O mínimo que podemos fazer é alimentar, dar água. E precisamos que a população colabore com isto também, não maltratando e denunciando quem maltrata”, comentou Janaína Figueiroa, assessora parlamentar.

Fonte: G1 (com informações do MGTV)

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