Protetores denunciam abandono de animais na Estrada do Sanatório, em Belo Horizonte, MG

Protetores denunciam abandono de animais na Estrada do Sanatório, em Belo Horizonte, MG
Grupo precisa de ajuda com lares solidários e pessoas dispostas a adotarem animais resgatados. (foto: Amor a quatro patas/Redes Sociais/Reprodução)

O grupo de protetores de animais “Amor a quatro patas” têm denunciado o abandono de animais na antiga Estrada do Sanatório, entre os bairros Solimões e Ribeiro de Abreu, na região norte de Belo Horizonte. Joyce Mendes, responsável pelo projeto, conta que já resgatou mais de 30 bichos da região, mas que diariamente cães e gatos são abandonados no trecho.

O local isolado dava acesso ao antigo Sanatório, inaugurado em 1928 para receber pessoas com tuberculose. A falta de iluminação, sinalização e segurança da rua é considerada motivo para o crescente número de abandonos de animais domésticos na região.

“É um local ermo, sem fiscalização, câmeras e se você passa lá a noite é um ‘breu’. Então as pessoas em sua maldade, ao invés de buscarem ajuda e informação – disponível na palma da mão -, preferem abandonar e deixar o animal para morrer à míngua”, disse Joyce Mendes.

Nesta terça-feira (31/1), uma pit bull grávida, que havia sido abandonada na semana passada, deu à luz a nove filhotes. O grupo conseguiu um lar solidário para os animais, mas ainda precisa de ajuda para mantê-los com ração, vermifugação, vacinação, exames e castração da mãe para ser disponibilizada para adoção.

Joyce relatou que, pela dificuldade em resgatar tantos animais, têm tentado distribuir algumas “casinhas” para que eles tenham um mínimo de abrigo no local, que é atingido por temperaturas baixas, principalmente na época de chuva. Um caseiro da região também auxilia os protetores, mas ele atua apenas dia sim e dia não.

Para ajudar o “Amor a quatro patas”, doações podem ser realizadas via pix, pelo número 31991592487. Conheça mais sobre o projeto pelo Instagram @amoraquatropatas2

 
 
 
 
 
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Poder público

Na Estrada do Sanatório se tornou comum encontrar animais abandonados em situações de saúde debilitada, seja por alguma doença ou por alguma lesão. Daniela Sousa, ativista ambiental, explica que os tutores escolhem o local perto de uma rodovia para um verdadeiro “descarte” de animais, que, assustados, envolvem-se em acidentes e morrem.

“Já pediram ajuda de alguns legisladores e da prefeitura, mas nada é feito. Abandono de animal é crime e dá de 2 a 5 anos de cadeia, é necessário que haja um policiamento”, ressaltou Daniela, que também defende, além da iluminação do local, a instalação de câmeras de segurança pela prefeitura.

O Estado de Minas entrou em contato com a Prefeitura de BH e a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) para saber se alguma providência quanto ao local pode ser tomada, mas até o fechamento da matéria a força de segurança não deu uma resposta.

A prefeitura informou que a Guarda Civil Municipal realiza patrulhamento preventivo em toda a cidade, incluindo a região da Estrada do Sanatório, para evitar crimes. Além disso, há um projeto para a instalação de sistema de videomonitoramento inteligente na via para identificação e responsabilização dos infratores. O projeto ainda está sendo finalizado.

Já por meio da Secretaria Municipal de Saúde, o Centro de Controle de Zoonoses realiza o recolhimento de animais soltos nas vias sem tutores próximos. Os animais que chegam à unidade passam por uma consulta com veterinário. Caso necessário, é iniciado tratamento adequado. Além dessa avaliação, é feita vermifugação, vacina contra a raiva e controle de ectoendoparasitas. O pedido para recolhimento deve ser feito através dos telefones 3277-7411 ou 7413.

Por fim, sobre a iluminação, a PBH, em diálogo constante com a CEMIG desde agosto de 2022, constatou em vistoria técnica a necessidade de instalação de rede de distribuição de energia elétrica de baixa tensão (220 volts). Essa instalação é uma etapa anterior e necessária para a implantação da iluminação pública por parte do município.

Por Bruno Nogueira (sob supervisão de Rafael Arruda)

Fonte: Estado de Minas

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