Protetores dos animais salvam gatos durante incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro

Protetores dos animais salvam gatos durante incêndio no Museu Nacional no Rio de Janeiro

Dois resgatistas salvaram quatro gatos que estavam próximos ao incêndio de grandes proporções que atingiu o Museu Nacional na noite deste domingo. Christiane Neri e seu marido, Randel Silva, protegem animais de rua no Rio há 10 anos. Após ficarem sabendo da tragédia que atingiu o museu mais antigo do Brasil, os dois saíram do Méier e foram para a Quinta da Boa Vista, ambos na Zona Norte do Rio, tentar resgatar os felinos que normalmente ficam nessa área.

O casal encontrou quatro gatos, uma fêmea com dois filhotes de aproximadamente um mês e meio, e um macho. De acordo com Christiane, os animais estavam a cerca de 50 metros do incêndio e pareciam assustados com o fogo e o barulho das sirenes dos bombeiros.

— Foi angustiante desde o momento que saí de casa. Viemos extremamente aflitos porque ninguém conseguia precisar como os gatos estavam. As pessoas sempre acham que os gatos sabem como se virar, mas tanto não sabem que eles ficaram preso dentro de um local que chamam de refeitório do Museu. Eles não iriam sobreviver porque havia muita fumaça ali dentro — relata Christiane ainda emocionada.

Gato filhote é resgatado durante incêncio do Museu Nacional. (Foto: Arquivo pessoal)

O casal calcula ter demorado cerca de 4h para conseguir resgatar os quatro gatos. Logo após terem sido capturados, os animais foram levados para a clínica veterinária “Vet Angels”, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste da cidade.

— Nessa manhã (segunda-feira) os gatos ainda estavam muito ofegantes por conta da inalação da fumaça. Um dos filhotes não consegue abrir os dois olhos, e o outro está com um dos olhos fechados. A fêmea está internada, mas ela estava muito magra porque o parto foi recente. O macho está bem e ficou no lar temporário de uma amiga nossa, na Penha — conta Christiane.

Quem quiser ajudar os resgatistas pode procurar pela página no Facebook  “Centro de reabilitação Pata Amiga” ou diretamente com a clínica veterinária.

Por Kátia Gonçalves / Estagiária sob a supervisão de Leila Youssef

Fonte: Extra

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.