Província do Camboja proíbe consumo de carne de cachorro

Província do Camboja proíbe consumo de carne de cachorro
Cachorros em um matadouro especializado nesse animal no Camboja, em 25 de outubro de 2019 — Foto: Divulgação Four Paws/Via Reuters

Uma província do Camboja que é popular entre os turistas proibiu o comércio de carne de cachorro. O argumento é que os cães são fiéis e capazes de proteger propriedades e têm serventia aos militares.

 
A região de Siem Reap, onde ficam as ruínas de Angkor Wat, é o primeiro local do país a fazer esse tipo de proibição. Estima-se que no país são consumidos cerca de três milhões de cachorros por ano.

Trabalhadores com gaiolas de cachorros no Camboja, em 26 de outubro de 2019 — Foto: Divulgação Four Paws/Via Reuters

Siem Reap, que recebe cerca de 2 milhões de visitas por ano, foi identificada como uma região responsável por fornecer e traficar cachorros no Camboja, de acordo com o grupo ativista Four Paws.
 
Vídeo: Pandemia afeta festival de carne de cachorro no sul da China.

Tea Kimsoth, diretor do departamento de agricultura, pesca e florestas da província, disse que havia pedidos de estrangeiros, especialmente sul-coreanos, que são os turistas mais frequentes na região.

“A popularidade de carne de cachorro aumentou com os estrangeiros, especialmente com os coreanos. Eles gostam, e os restaurantes começaram a servir. Agora, nós proibimos”, afirmou.

Quem for pego vendendo carne de cachorro precisará assinar um termo em que se compromete a não repetir. Se isso acontecer, haverá multa.

A nova regra diz que cachorros não devem ser comida porque são animais de estimação leais.
Apesar de campanhas, ainda se come cachorro no Laos, Vietnã, Camboja e Tailândia. 

Mudanças na China

Voluntários seguram dois filhotes salvos do festival de carne de cachorro de Yulin, na China — Foto: Humane Society International/ Reuters

Na China, a pandemia de coronavírus começou em um mercado em Wuhan, no centro do país, no qual se vendiam animais vivos. A partir de então, as leis sobre o comércio de animais foram reforçadas.

O governo chinês aprovou uma lei que proíbe o comércio e consumo de animais selvagens. Embora essa lei não se aplique especificamente aos cães, o Ministério da Agricultura reclassificou os cachorros como mascotes, removendo-os da lista de animais que podem ser comidos.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: Que argumentos vergonhosos estes usados para defender o fim do abate de cães para consumo. Basicamente, a ideia é de que os animais explorados em outras atividades têm mais serventia do que para o consumo. De qualquer forma, a medida a princípio evita que os animais sejam mortos e a procriação para este fim será inibida.

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