Província do Zaire adia campanha que pretende massacrar cães

Província do Zaire adia campanha que pretende massacrar cães
Fotografia: Jornal de Angola

A insuficiência de meios para o transporte de cães e outros animais vadios para o local de abate condicionou ontem, em Mbanza Congo, província do Zaire, o início da campanha de recolha de animais, informaram as autoridades administrativas locais.
De acordo com o director municipal da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Mabanza Manuel Timóteo, a administração dispõe apenas de um meio de transporte para o efeito, insuficiente para o sucesso desta campanha, além da falta de redes para facilitar a captura dos animais.

Disse que o adiamento da anunciada campanha de recolha de cães que vagueiam nas ruas da cidade de Mbanza Congo deveu-se ao facto de ter-se registado, nas últimas três semanas, três casos de mortes resultantes de mordeduras de cães, eventualmente infectados pela raiva.

Segundo o responsável, diligências estão em curso para que estas condições estejam reunidas, o mais breve possível, para se dar início a essa empreitada de suma importância para a prevenção de um eventual surto de raiva nesta localidade.

“Essa actividade terá um carácter contínuo, até acabar com o fenómeno ‘animal vadio’ na cidade, de modo a protegermos os munícipes de mordeduras de eventuais cães raivosos”, disse.

Enquanto isso, o director alertou aos utentes de caninos, felinos e outros animais domésticos, no sentido de impedi-los de vaguear pelas ruas, sob pena de serem recolhidos e abatidos. Em 2016 foram registados 101 casos de mordeduras.

Fonte: Jornal de Angola 


Nota do Olhar Animal: Apesar das diretivas contrárias da Organização Mundial de Saúde (órgão ligado à ONU), as incompetentes autoridades do Zaire adotam o tecnicamente equivocado, moralmente indefensável, anacrônico e repugnante abate dos animais para o controle da raiva.

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