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Puxador de samba da Viradouro resgata animais de rua: ‘É uma vida’

Além de participar da ONG Garra, Zé Paulo Sierra leva sua paixão por cachorros para dentro de sua casa. Ele já foi ‘super-herói’ de muitos bichinhos.

Por Lucas Pasin

RJ puxador viradouro resgata animais

Quem ouve o vozeirão de Zé Paulo Sierra, intérprete oficial da Unidos do Viradouro, na Sapucaí, no Rio, não imagina que ali por trás existe um ‘super-herói’ dos animais, que fala bem mansinho e com bastante cuidado com os bichinhos indefesos. Desde adolescente, o puxador de samba da vermelho e branco é apaixonado por animais e já foi tutor de coelhos, pássaros, gatos, peixes, e – muitos – cachorros.

Nos últimos três anos, ele se dedica a salvar a vida de bichinhos que moram nas ruas da capital carioca. Zé Paulo participa da ONG Garra (Grupo de Ação, Resgate e Reabilitação animal) e também já levou alguns ‘orfãos’ para sua casa como o cachorro Gilberto e o gato Geremias.

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“Não me considero exatamente um resgatador de cães, sou mais um apaixonado por animais mesmo. É uma vida que salvamos. Eu sempre gostei de cachorros, desde criança. Eu tinha casa em Maricá (litoral do Rio de Janeiro)… Quando andava pelas ruas por lá e via um cachorro, logo levava pra casa. Quando era adolescente pegava vários. Minha mãe brigava, mas eu sempre tentava levar mais um”, diz o puxador em entrevista ao EGO.

Atualmente, com uma filhinha de oito meses, Zé Paulo conta que não tem mais o costume de encher sua casa de animais. Ele concentra seu lado protetor ao trabalhar na ONG. O único dono de todo amor do intérprete é Gilberto, o Gil, que tem até página no Facebook. “No dia 13 de julho de 2014 eu adotei esse vira-lata. Ele foi resgatado na rua e nós ficamos apaixonados. Ele é um cão antenado, tem até página no Facebook (risos). A fan page “Gilberto O Gil” traz algumas tiradinhas e piadas, tudo bem leve. O Gilberto realmente faz parte da minha família e está comigo e com minha mulher em todos lugares que nós vamos. Nunca o abandonamos”, fala.

O puxador já levou o ‘amigo’ até para passear na Cidade do Samba e no barracão da Unidos da Viradouro. “Lá também é minha casa, né? Não dá para levar toda hora, porque tem barulho e acaba estressando o cachorro, mas ele já andou cheirando tudo por lá”, brinca.

Mas não são só cachorros que têm vez na vida de Zé Paulo. O gato Geremias também teve a sorte recente de ter sido salvo por ele. “Em 2012 eu estava correndo pela Barra da Tijuca, perto da barraca do Pepê, e ouvi um miado. Achei estranho, e quando fui ver tinha um gatinho ali atropelado. Eu e mais algumas pessoas pegamos o gato e o colocamos na calçada. De repente, todos saíram e só ficamos eu e Geremias. Não deu outra, eu acabei levando o gato pra casa. Hoje ele mora com a minha sogra, mas já morou comigo também”, conta ele, mostrando empolgação com mais uma história de ajuda aos animais.

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Quando adolescente, Zé Paulo já batizou os bichinhos adotados com os nomes mais diversos possíveis. Alguns com palavrões, outros com a cor dos pelos. “Teve o Caramelo, o Caralh…, o P… que pariu… Teve até o Salgadinho, que foi batizado por conta do sucesso do Katinguelê”, relembra.

‘Hoje, é mais fácil darem um tablet do que um cachorro para uma criança’

Se quando Zé Paulo Sierra era adolescente, a moda era ter muitos animais por perto, hoje o sambista da Viradouro lamenta que a tecnologia acabou tomando conta da vida das crianças de uma forma que não sobrou mais muito tempo para o cuidado com os bichinhos.

“Temos que comemorar que as pessoas estão adotando mais hoje em dia, mas também acabamos por lamentar que hoje é mais fácil darem um tablet do que um cachorro para uma criança. As pessoas entretém os filhos com a tecnologia. Eu tenho uma filha de oito meses, meu cachorro interage superbem com ela, não tenho medo que ela a machuque, basta acostumar um com o outro. A ideia é que eu passe para a minha filha esse lado humano. O que a gente puder passar de bom para nosso filho, de cuidar bem das pessoas e dos bichos, nós temos que fazer”, ressalta o puxador de samba, que completa: “Os adultos também são exemplos. Não adianta você largar um animal, dar o cachorro porque ele late muito ou chora, tem que cuidar, torná-lo parte da família, e os filhos só crescerão com boas lembranças”.

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Fonte: Ego

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