Quase 450 jabutis e iguanas resgatados de traficantes e do comércio ilegal de animais são devolvidos à natureza na Bahia

Quase 450 jabutis e iguanas resgatados de traficantes e do comércio ilegal de animais são devolvidos à natureza na Bahia
Bichos foram resgatados de traficantes e comércio ilegal de animais silvestres — Foto: Divulgação/Ibama

Foram devolvidos à natureza, na quinta-feira (18), no município de Malhada, oeste da Bahia, 450 jabutis (cágados) e nove iguanas que foram reabilitados após serem resgatados de traficantes e do comercio ilegal de animas silvestres no sul e sudeste do país. Vídeo: Quatrocentos e cinquenta jabutis e 9 iguanas são devolvidos a natureza em Salvador.

A ação foi realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

De acordo com o Ibama, os animais são procedentes do Nordeste do país, originários dos biomas da Caatinga. Alguns dos animais também são objeto de entregas voluntárias por pessoas que criavam de forma clandestinas e resolveram devolver os bichos.

A soltura dos animais ocorre após período de quarentena e reabilitação, e as áreas escolhidas para a soltura são cadastradas no Ibama ou no órgão ambiental estadual.

O Analista Alberto Santana, que coordenou a operação, informou que antes da soltura, é feito um estudo e avaliação das áreas. “Se as mesmas dispõem de alimentos, tipo de topografia, que no caso dos jabutis tem que ser em solos planos. E principalmente se estarão de fato protegidos nestas áreas, além de observar se de fato a área é de ocorrência dos espécimes reintroduzidos naquele habitat”, falou.

Os espécimes soltos também serão monitorados por biólogos e veterinários do órgão, para verificar a readaptação, acasalamento e reprodução após o retorno à natureza.

O Ibama alertou que criar, comercializar, caçar e consumir carnes de animais silvestres é crime, e o infrator pode pagar multa de R$ 500 a R$ 5 mil por espécime, e ainda está sujeito a responder por crimes ambientais, com penas que vão de dois a cinco anos de reclusão.

Fonte: G1

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