‘Quelônios do Guaporé’ tenta salvar tartarugas em fronteira de Rondônia

Objetivo da ONG é evitar que tartarugas entrem em extinção. Caçadores invadem área de proteção para matar os animais.

O projeto Quelônios do Guaporé, que visa proteger as tartarugas na região de fronteira do Brasil com a Bolívia, em Rondônia, completa 10 anos. O projeto transformou o Rio Guaporé em uma espécie de maternidade para milhões de tartarugas.

Durante a madrugada as fêmeas saem dos rios em busca do melhor lugar para cavar os ninhos. De acordo com a estimativa do projeto Quelônios do Guaporé, cada fêmea bota de 60 a 150 ovos.

Nas principais praias, 30 mil tartarugas desovaram este ano, o que representa que cerca de 2.800.000 tartarugas podem nascer até dezembro. Após o nascimento, as tartarugas serão transferidas para um berçário, onde devem ficar 15 dias, até ganharem mais força para serem soltas nos rios da região.

A desova tem a duração de um mês, mas nesse período caçadores invadem a área de proteção com a intenção de roubar as tartarugas e seus ovos para comercialização. Os caçadores usam lanças para matar as tartarugas. Os animais são presos em sacos plásticos e deixados com os cascos virados para baixo, impedindo assim que fujam dos caçadores.

De acordo com Renê Luis de Oliveira, superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis em Rondônia (Ibama/RO), a fiscalização na região se torna difícil por causa do difícil acesso à região. “Qualquer som diferente de embarcação, aquela população entende que pode ser uma ação de fiscalização e dessa forma eles se evadem”, explica o superintendente.

Mesmo com as dificuldades o Ibama afirma que as operações de fiscalização nesse período são intensificadas. No mês de outubro, duas pessoas foram presas com 2.500 ovos de tartarugas e tracajás, no Vale do Guaporé.

Fonte: Ariquemes Online

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