Quénia: Escravidão ameaça grandes símios de extinção

Milhares de símios são mortos ou escravizados a cada ano em um mercado milionário e ilegal, que ameaça as espécies de extinção, anunciaram activistas defensores dos animais nesta terça-feira. 

“O crime organizado, envolvendo autoridades corruptas, ameaça os grandes símios de extinção, ao traficá-los para serem usados em apresentações ou como animais de estimação”, denunciou Daniel Stiles, do Projecto para o Fim da Escravidão dos Grandes Símios (PEGAS), uma campanha lançada nesta terça-feira para divulgar a causa.

“Para capturar um jovem macaco, pelo menos 10 adultos são impiedosamente mortos. Os órfãos são vendidos para o que só pode ser chamado de escravidão, já que os grandes símios são as espécies mais próximas dos seres humanos”, explicou.

Centenas de grandes símios, incluindo chimpanzés, gorilas e orangotangos, foram “brutalmente capturados” e vendidos em países como Arménia, China, Egipto, Rússia, Tailândia e Emirados Árabes Unidos, numa “troca insidiosa”, declarou o porta-voz.

“O número de macacos selvagens nos últimos dez anos está nos milhares, ameaçando algumas espécies de extinção se a tendência actual continuar”, afirmou Stiles no único “santuário” dos chimpanzés no leste de África, a cerca de 230 quilómetros ao norte de Nairóbi, capital do Quénia.

Fonte: ANGOP (Angola) / mantida a grafia original

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