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Quimeras humanas estão sendo criadas em laboratórios dos EUA apesar da proibição de financiamento

“Nós podemos criar um animal sem coração. Nós já criamos porcos que não possuem músculos do esqueleto e vasos sanguíneos”, disse um cientista trabalhando em um projeto quimera na Universidade de Minnesota.

Por Chris Loterina / Tradução de Alice Wehrle Gomide

EUA quimeras humanas

Apesar da proibição de financiamento, várias instalações de pesquisa nos EUA estão procedendo com experimentos que podem produzir quimeras humano-animais. A possibilidade surgiu conforme os cientistas tentavam crescer órgãos humanos dentro de animais como ovelhas e porcos. Ao menos 20 animais agora estão impregnados com órgãos humanos e estão sob o cuidado e estudo de pesquisadores de várias universidades norte-americanas nos últimos 12 meses, de acordo com o jornal MIT Technology Review.

Os híbridos animal-humano, ou quimeras, são produzidos através de injeções de células-tronco humanas no embrião do animal, o qual – por seu lado – é então implantado em animais para gestação. Pesquisadores acreditam que eles serão capazes de colher órgãos humanos através da manipulação de células-tronco. O processo envolve a remoção de um específico órgão do embrião animal e os cientistas então injetam as células-tronco humanas como um substituto.

O processo é certamente benéfico, especialmente para indivíduos que tem dificuldade em encontrar doadores de órgãos. Entretanto, a pesquisa está levantando questões éticas, principalmente porque ela desfoca a linha entre espécies, reportou o MIT Technology Review. Esta posição foi afirmada por agências do governo. Por exemplo, o NIH – National Institute of Health (Instituto Nacional de Saúde) se recusou a financiar o empreendimento e está contemplando a adoção de normas regulatórias, de acordo com uma declaração oficial.

Os grupos ativistas pelos direitos dos animais também estão se opondo à pesquisa, citando que é cruel para com os animais. Essa pesquisa também poderia criar um animal que possui características humanas quando células cerebrais forem injetadas. “O espectro de um camundongo inteligente preso em um laboratório em algum lugar gritando, ‘Eu quero sair daqui’, pode ser muito perturbador para as pessoas”, David Resnik, um representante do NIH, disse ao jornal International Business Times.

Fonte: HNGN

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