Refúgio de animais espanhol recebe afluência repentina de filhotes de gaivota

Refúgio de animais espanhol recebe afluência repentina de filhotes de gaivota

Dezenas de aves sobrevoaram o refúgio. Os cidadãos têm levado até 30 animais jovens que são encontrados nas praias e em varandas.

Por Ignacio Lillo / Tradução de Nelson Paim

A imagem dos últimos dias da sociedade protetora dos animais de Málaga é totalmente atípica. Dezenas de gaivotas adultas voam sobre o refúgio situado na Zona de la Virreina, muito longe do mar e de qualquer fonte de alimentos, como poderia ser o depósito de lixo de Los Ruices.

A razão desse caso está justamente no solo: nos últimos dias o centro de proteção animal tem recebido até 30 animais jovens, um movimento que não tem precedente na história desta ONG; o que tem a obrigado a criar uma nova infraestrutura e a buscar pessoal especializado para atender as aves.

“[As pessoas] Seguem chamando para dizer que há filhotes em seu terraço ou no calçadão marítimo, estamos pedindo para que esperem que seus pais os recuperem”, explica a presidente do refúgio La Protectora, Carmen Manzano. Segundo relata, os 30 filhotes foram deixados pelas pessoas ao longo do mês de junho. “Uma senhora trouxe dois em um carrinho de compras”. Em sua opinião, o que ocorreu é que nos dias de vento muito forte as jovens aves batem asas, mas não teriam força o suficiente e cairiam, ainda que seus pais seguissem vigiando desde os céus.

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Para Manzano, esta situação corresponde a uma maior conscientização das pessoas, a qual afeta os animais indefesos: “é um exemplo de que os malaguenhos são mais sensíveis aos direitos e problemas dos animais. É uma grande satisfação ver, como protetora dos animais, a sensibilidade atuando mais forte do que antes, pois há alguns anos era impensável que fizessem o gesto de recolhê-las e trazê-las até aqui”.

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Carmen Manzano chama a atenção sobre a falta de apoio da administração municipal. “Eles não sabem o que fazer, La Protectora está prestando um serviço que lhes corresponde. As administrações têm que assumir suas competências, uma entidade privada como a nossa está se encarregando de um problema que possui alto custo: de construir o gaivoteio, a alimentação a base de peixe, vitaminas, limpeza diária, uma pessoa para trabalhar e consultas veterinárias”. E completa, “as pessoas os levam para a ONG porque nós os protegemos, mas as instituições devem se dar conta do peso extraordinário que estamos assumindo e de seus custos”.

Em tempo, existe ainda outra questão de fundo: “A boa vontade dos cidadãos por ajudar interfere na natureza. Querendo fazer um bem estamos prejudicando o animal”. A atitude correta, se não há perigo, seria deixar o filhote por um tempo e ver se os pais chegam para ajuda-lo, antes de dá-los como abandonados e recolhê-los.

No dia 21 de junho, La Protectora libertou vinte filhotes no porto de Caleta de Vélez. Trata-se de exemplares jovens da variedade Larus Michahellis Michahellis, também conhecida como “gaivota de pata amarela”, tendo entre duas semanas e um mês. Após um curto prazo de recuperação no refúgio, os animais foram soltos, exatamente, na chamada praia das gaivotas.

Fonte: SUR

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