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Renda de tourada ‘beneficente” é recusada pela Liga Portuguesa contra o Câncer

Uma tourada “de beneficência” agendada para dia 29 vai reverter para o Hospital de Angra do Heroísmo. De acordo com o MATP, trata-se do mesmo evento que foi repudiado pela direção nacional da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

A denúncia do Movimento pela Abolição da Tauromaquia de Portugal (MATP) é feita numa carta aberta endereçada ao presidente do Governo Regional dos Açores, a quem é feito o apelo para “repudiar a realização de uma tourada supostamente para angariação de fundos para um hospital público”.

O evento, organizado pela Tertúlia Tauromáquica Terceirense, tinha sido anunciado como “de beneficência” para com o Núcleo dos Açores da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), mas foi repudiado publicamente pela LPCC.

“Depois da recusa desta organização”, frisa o MAPT, “a verdadeira organizadora da tourada, a Tertúlia Tauromáquica Terceirense, não desiste dela e como forma de lavar a imagem das sangrentas e cada vez mais repudiadas touradas alteram o beneficiário, que passa a ser Hospital de Angra do Heroísmo, nomeadamente o seu Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular”.

Para este movimento, promover uma tourada “para divertimento de pessoas pouco sensíveis” e financiar um hospital do Serviço Regional de Saúde é uma “gravíssima afronta a todos os açorianos”.

“Pedimos ao secretário regional da Saúde, Luís Mendes Cabral, e ao presidente do Governo Regional dos Açores, Vasco Alves Cordeiro, que repudiem, da mesma forma como já fez a Liga Portuguesa Contra o Cancro, a realização desta tourada e não permitam que a Região Autónoma dos Açores, ou um qualquer dos seus serviços públicos, figure como promotora de um espectáculo de tortura animal”, defendeu o MATP.

Fonte: PT Jornal / mantida a grafia lusitana original 

Nota do Olhar Animal: A estratégia de buscar legitimar moralmente ações danosas revertendo recursos para ‘causa nobres’ é recorrente aqui no Brasil também. Alguns rodeios, por exemplo, tentam esta estratégia. Assim fazem redes de fast food, que vendem carne e doam recursos para instituições que combatem o câncer, sendo que a carne e outros produtos de origem animal estão entre os grandes responsáveis pela existência da doença. Além, claro, do impacto para os animais que viram lanche.

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