Reprovação aos zoológicos

Reprovação aos zoológicos

Por Alberto de Oliveira

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Em verdade, não queria dizer “para os zoológicos”, mas àquelas “masmorras de animais selvagens”. Digo masmorras como força de expressão, pois todos sabemos que os indefesos animais selvagens, ainda neste século 21, ficam presos, enjaulados ou encarcerados em áreas urbanas como se fossem meros objetos para apreciação pública ou para diversão gratuita de uma massa humana que, quando se trata de um movimento em defesa da vida dos animais em liberdade, não está nem aí. Com este introito quero dizer que, na sexta-feira, 2/5/2014, ao abrir o CORREIO de Uberlândia, encontrei ali, na página A2, esse título: “É preciso fechar os zoológicos”.

Já por esse título, pensei: vou fazer uma apreciação mais acurada dessa matéria jornalística. Mas, antes mesmo de iniciar a leitura, já sentenciava que a matéria ia abrir um leque de bom tamanho em termos polêmicos, pois de um lado estarão os opositores a discordar da correta e oportuna afirmação, que diz: “Confinar animais em zoológicos foi e continua a ser um massacre irracional”; do outro, estarão os mais sensatos com seus inegáveis aplausos e com decisões humanas como essas: “Os animais selvagens, como também os urbanos, não nasceram para levar uma vida encarcerada em áreas fechadas. As matas e os campos são os locais preferidos pelos bichos selvagens por serem dotados de riquezas naturais ou dos meios comuns à sobrevivência, os quais jamais seriam encontrados em áreas fechadas”. Na matéria, o autor, Ivan Santos disse: “Uma circulação por sites informativos da Internet me permitiu saber que há no mundo, neste século 21, mais de 5 milhões de animais selvagens enjaulados em zoológicos”. Quanto a mim, simples operário de jornal, só depois da leitura e apreciação da matéria jornalística li que “é preciso fechar os zoológicos”. Aí passei, a saber, sobre essa triste realidade mundial.

Ora, fiquei sabendo que “mais de 500 mil animais foram mortos por causa das condições inapropriadas a que foram submetidos”. Passei a pensar que nenhuma pessoa realmente fraterna e esclarecida se sentiria à vontade para defender a presença dos zoológicos como se fossem eles escolas públicas municipais para os nossos pequenos que serão os grandes amanhã! Foi neste ponto, quando fluiu mais esta reflexão: como seria se me encontrasse um dia jogado em uma fria, escura e malcheirosa masmorra de pedra e ferro, sem ter a quem falar e a quem pedir ou implorar por piedade? Mas, voltando à realidade, pude concluir que estaria em melhores condições do que os animais encarcerados.

Pelo menos, saberia como implorar a paz e a graça do Grande Arquiteto do Universo, que é Deus! Mas e os animais selvagens subjugados nas masmorras do mundo? Não estão esses animais sendo forçados a passar por certo tempo de indiferença a tudo e a todos? Não são tristes os seus olhos ou será que eles adoram “viver” como se fossem animais urbanos? Não são eles também carne e sangue como nós? Neste final, é quando apresento meus parabéns ao jornalista Ivan Santos, pois “é preciso fechar os zoológicos”.

Fonte: Correio de Uberlândia

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