RJ: cachorro baleado no Jacarezinho finalmente consegue atendimento, após quase 20 horas

RJ: cachorro baleado no Jacarezinho finalmente consegue atendimento, após quase 20 horas
Cachorro foi baleado neste sábado no Jacarezinho Foto: Facebook/Reprodução

O cachorro Cadu, baleado por volta das 15h30 deste sábado no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, conseguiu atendimento veterinário apenas na manhã deste domingo. Segundo a moradora que o socorreu, o cãozinho foi levado novamente à Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) que inicialmente teria se negado a abrir as portas para ele. No entanto, a confeiteira Juliana de Mel, de 25 anos, contou que uma equipe de reportagem passou naquele momento em frente ao local, em Benfica. Ela frisou que, com a ajuda da imprensa, a Suipa enfim aceitou internar o cãozinho.

— Muito obrigada por ter ajudado! Quando eu cheguei lá, a Suipa não quis abrir. Falaram que eles estavam de folga, que não tinha médico e que eles não iam atender. Enquanto isso, uma TV estava passando por lá também. Por causa da imprensa, eles abriram, já deram atendimento pro Cadu. Agora ele está internado — disse a moradora, que estava desesperada em busca de um profissional que socorresse o cachorro.

O animal ficou agonizando por quase 20 horas após ter sido atingido por uma bala perdida na comunidade, apesar de todas as tentativas dos moradores para buscar atendimento. Segundo eles, um veterinário lhes cobrou R$ 3 mil pela operação. Sem terem condições de pagar, o levaram para a Suipa pela primeira vez ainda no sábado, mas já estava fechada. Depois tentaram uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Ainda que os médicos não pudessem operá-lo, forneceram material para estancar a hemorragia.

— Ligamos para alguns veterinários ontem, sendo que eles cobraram muito caro de R$ 1 mil a R$ 3 mil — disse Juliana, acrescentando que o cachorro foi atingido durante um forte tiroteio no Jacarezinho. — A galera aqui comprimiu a ferida e deu soro. O sangramento parou, mas hoje de manhã voltou a sangrar. Ele ainda está vivo, mas está muito agoniado — dissera a jovem, pouco antes da internação.

A saga para encontrar alguém que pudesse atender o cachorro incluiu os moradores deixando suas casas em meio ao tiroteio deste sábado.

— Fomos lá na Suipa de noite, mas estava fechada. Enfrentamos tiroteio para poder conseguir ajuda. Fomos na UPA, mas uma médica falou que não sabia operar cachorro, que ela não podia ajudar, mas mesmo assim conseguimos gazes, ataduras para poder comprimir o ferimento — relatou.

Embora Cadu seja um cachorro de rua, ele recebe cuidados dos moradores, que se preocupam com o cãozinho, contou a confeiteira.

— A gente compra remédio pra carrapato, a gente dá comida. O pessoal aqui da comunidade ajuda, cada um faz o que pode. Eu tenho uma confeitaria, vendo bolo, salgado, doce, essas coisas. Não tenho R$ 3 mil pra poder ajudá-lo agora a fazer uma operação.

Segundo a Polícia Militar, policiais faziam um patrulhamento na comunidade quando foram alvo de criminosos armados na tarde deste sábado. Dois PMs foram baleados e socorridos no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, também na Zona Norte. Após a ocorrência, policiais do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) e do Batalhão de Choque iniciaram uma operação no local.

Fonte: Extra

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