RJ: São Gonçalo terá centro de castração de animais, no Barro Vermelho

RJ: São Gonçalo terá centro de castração de animais, no Barro Vermelho

Por Elena Wesley

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Até janeiro, São Gonçalo terá o primeiro Centro de Controle de Proteção Animal do município. Foi o que garantiu a Secretaria de Saúde, durante audiência pública realizada na Câmara de Vereadores na última semana. No encontro, mais de 70 pessoas, entre representantes da Vigilância Sanitária e grupos de defesa dos animais, discutiram políticas públicas voltadas ao tema.

O espaço vai oferecer castração gratuita de animais para população de baixa renda com o objetivo de reduzir a reprodução indesejada. A estrutura será no Barro Vermelho. Quatro contêineres acoplados vão abrigar o centro cirúrgico e as salas de pré e pós operatório. A instalação será possível devido a uma Portaria do Ministério da Saúde, publicada em outubro de 2014, que permite o uso de verbas da saúde para controle da população animal, desde que como forma de custeio e não de investimento, o que significa que a estrutura será alugada, ao invés de construída. De acordo com a secretaria, o processo de licitação está em andamento.

De acordo com Mônica Sá, secretária executiva do Fórum Popular de Proteção Animal de São Gonçalo, ampliar o acesso à esterilização poderá reduzir o abandono em até 40%.

“O preço da castração em clínicas particulares varia entre R$300 e R$500, de acordo com o tamanho ou a raça do animal. É um valor alto para uma população majoritariamente formada por classes populares. A previsão é que o centro realize cerca de 2,5 mil cirurgias por ano”, explicou Mônica.

Para o diretor do Departamento de Controle de Zoonoses e Vigilância Sanitária de São Gonçalo, Zamir Martins, a criação do centro precisa estar atrelada a campanhas educativas sobre maus-tratos e abandono.

“É necessária uma cultura de proteção animal. Temos diversas instituições que atuam no recolhimento de animais abandonados, porém eliminar este problema é possível somente através da educação”, destacou.

Inscrições abertas para conselho

Foram prorrogadas, até a próxima quinta-feira, as inscrições para participação no Conselho de Proteção Animal, que estará vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O Conselho está previsto no projeto de lei 457/2012, de autoria do vereador Marlos Costa (PSB) e já sancionado, e terá como função elaborar e fiscalizar as políticas públicas que vão garantir a defesa da população animal.

Segundo Mônica Sá, será atribuição do conselho definir os critérios de atendimento do Centro de Proteção. “A expectativa é que a esterilização gratuita seja estendida à população de baixa renda e aos cidadãos que atuam como protetores, já que zelam por um número de animais maior que o habitual”, afirmou Mônica.

O Fórum Popular de Proteção Animal (www.facebook.com/ForumPopulardeProtecaoAnimaldeSaoGoncalo) e a Coordenadoria de Proteção Animal são as principais entidades em defesa dos animais em São Gonçalo.

Adoção – Hoje, das 10h às 14h, os dois grupos realizam um evento de adoção na Praça Zé Garoto, no Centro. Para adotar, basta comparecer munido de original e cópia de RG, CPF e comprovante de residência.

Vigilância Sanitária entra em ação

Difundida, sobretudo, por meio dos gatos, a esporotricose já é uma realidade em toda a Região Metropolitana do Rio e, por isso, será alvo de ações da Vigilância Sanitária de São Gonçalo. Segundo o especialista Renato Pacheco, até dezembro, intervenções para combate à epidemia devem estar consolidadas no município.

“Nosso primeiro projeto é controlar os casos de esporotricose. Já conseguimos verbas para a compra de medicamentos. Vamos avaliar os animais com suspeitas da doença, coletar materiais e encaminhar para laboratório”, afirmou Renato.

Doença – Causada pelo fungo Sporothrix schenckii, a esporotricose é uma micose que pode afetar animais e humanos. Devido à falta de informação e aos elevados índices de abandono, a doença se difundiu de forma acentuada a partir dos anos 1990. Mais comum entre os gatos, a doença apresenta como sintomas feridas profundas na pele, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. A doença leva a óbito, mas pode ser tratada ao longo de três meses. O diagnóstico não é difícil e pode ser identificado em qualquer clínica veterinária.

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Fonte: O São Gonçalo

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