RS: adaptação de animais resgatados da enchente exige cuidados

RS: adaptação de animais resgatados da enchente exige cuidados

Com mais de 12 mil animais resgatados nas inundações que atingiram o Rio Grande do Sul no último mês, muitos deles ainda esperam pela adoção. A outra preocupação é com a adaptação dos bichinhos, que passaram por grande sofrimento e estresse.

Seguros em vários abrigos, os animais aguardam por um novo lar. Os futuros tutores, porém, precisam ter responsabilidade na hora de adotar, redobrando os cuidados.

Em um abrigo de Novo Hamburgo, mais de 1,1 mil cães foram atendidos. Antes de irem para a nova casa, passam por um veterinário. Um dos adotados foi recolhido por Guilherme Schmitt, corretor de imóveis. O cãozinho, chamado Fred, deu trabalho: ele urinava em todos os lugares da casa, com desafios diários no novo lar.

Tutor deve seguir recomendações para adaptação segura

O período de adaptação pode levar até 20 dias. Uma das recomendações durante o período é elogiar o cãozinho quando ele fizer as necessidades no lugar correto, sem xingá-lo, até que aprenda. Quando a bronca for necessária, não chame o pet pelo nome.

Se o bichinho estiver sozinho, o ideal é que ele fique em um espaço restrito, onde tenha acesso a água, à caminha e ao banheiro. Enquanto ele está se ambientando, é recomendado não deixar o animal solto em todos os ambientes, já que ele pode estar assustado. Quando o tutor retorna, provavelmente o cão estará latindo, agitado. A dica de ouro é ignorar até que ele se acalme.

Confira mais dicas:

  • O tutor deve observar como o “peludo” se comporta durante a adaptação e pensar em uma rotina. Quando for levar o pet para casa, saiba que é preciso ter tempo para ficar e conhecer o pet;
  • A ração para cães e gatos deve ser oferecida apenas duas vezes, em quantidade adequada para o peso, com preferência para rações “premium”;
  • A água e caixinha de areia de gatos devem ficar separados, e oferecer tocas, caixas e locais onde o gatinho possa se esconder são importantes para ele se sentir seguro; telas nas janelas são fundamentais;
  • Se for um cãozinho, leve-o para passear. Se for um gato, deixe o felino conhecer a casa e se aproxime conforme a vontade dele;
  • É possível treinar o uso de coleira dentro de casa, além de conversar com o animal quando ele se comporta.

Por Aline Schneider

Fonte: SBT