RS: inspeção na Cobasi mostra que mezanino estava seco; animais morreram no subsolo

RS: inspeção na Cobasi mostra que mezanino estava seco; animais morreram no subsolo
Cobasi confirmou morte de animais que estavam em loja de Porto Alegre – Reprodução

Um vídeo divulgado pelo Ibama mostra a vistoria realizada na Cobasi de Porto Alegre no último domingo (19). A inspeção contou com a participação da Polícia Civil, Brigada Militar, bombeiros e a ONG Princípio Animal. A visita ocorreu no local onde animais morreram afogados devido às enchentes que atingiram a capital do Rio Grande do Sul.

As imagens do vídeo mostram os agentes entrando no mezanino da unidade. Segundo a delegada Samieh Saleh, em declaração ao UOL, essa área não foi atingida pelas enchentes. No registro, é possível ver os representantes dos órgãos caminhando por um corredor onde camas para animais, rações e outros produtos estão preservados.

O Ibama informou que duas notificações foram enviadas à Cobasi e uma nova vistoria será realizada pelos agentes nesta quinta-feira (23) para contabilizar os animais mortos. A Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar as circunstâncias que levaram à morte dos animais na loja. O petshop confirmou, na sexta-feira (17), que os animais morreram afogados.

A delegada Samieh Saleh, da Dema (Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente), informou que os proprietários da unidade devem ser ouvidos ainda esta semana. Representantes do Shopping Praia de Belas, onde o petshop está localizado, já prestaram depoimento.

Os suspeitos podem responder por crime de maus-tratos, com pena de 3 meses a 1 ano de prisão. Caso houvesse cachorros ou gatos entre os animais, a pena poderia chegar a 5 anos. O Shopping Praia de Belas afirmou que comunicou a Cobasi sobre o risco de “alagamento severo” da loja e declarou ter oferecido toda a assistência necessária para acesso ao local.

A Cobasi justificou que o petshop teve que ser evacuado de forma emergencial, “seguindo as orientações das autoridades locais”. A empresa garantiu que os animais estavam seguros e com o necessário para a sobrevivência até o retorno dos colaboradores, que esperavam ser breve. No entanto, a tragédia foi sem precedentes e, apesar das tentativas constantes da empresa nos últimos dias, não foi possível o acesso seguro à loja devido ao nível da água.

Por Jessica Alexandrino

Fonte: Diário do Centro do Mundo