‘Sangrento’, hambúrguer sem carne pode vitaminar onda vegana

‘Sangrento’, hambúrguer sem carne pode vitaminar onda vegana
OS INGREDIENTES - Coco, soja, batata, trigo... e o “molho” secreto: heme (molécula rica em ferro, presente no sangue e em plantas — de onde é retirada —, e que simula o aspecto avermelhado) (Foto: Divulgação)

A preocupação com a conservação da natureza tem impulsionado o vegetarianismo mundo afora. Essa onda também abre oportunidades de negócios. Com foco tanto no discurso “verde” como na nova clientela, surgiu no Vale do Silício, na Califórnia, a startup Impossible Foods, que busca converter até os mais apaixonados por carne em vegetarianos.

A tática: deixar os produtos veganos cada vez mais parecidos com carne. A empresa foi fundada em 2011 pelo bioquímico americano Patrick Brown, que quer convencer quem gosta de comer um hambúrguer suculento a procurar alternativas veganas. Brown estudou a composição das peças bovinas e descobriu que o que dá gosto a elas é uma combinação de moléculas equivalente a outras encontradas em plantas.

Faltava recriar outro elemento fundamental: a aparência avermelhada. Aí está o molho secreto do que chamou de impossible burger: a molécula heme, que também existe na clorofila de plantas, de onde foi retirada por Brown. O truque dá aquele visual “sangrento”. O sanduíche improvável começou a chegar às mesas em julho do ano passado e hoje é servido em três lanchonetes californianas e em uma nova-iorquina.

Por Talissa Monteiro 

Fonte: Veja 


Nota do Olhar Animal: Os que não acompanham o crescimento do veganismo o tratam como “onda”, “moda” e outros termos que buscam qualificá-lo como algo efêmero. Comumente isto ocorre com os que consideram o veganismo apenas uma opção de consumo. Ou pior, atribuem o crescimento do veganismo a uma maior “preocupação com a conservação da natureza”, o que certamente não é. O veganismo está bem longe de se parecer com o ambientalismo. Ou pelo menos deveria estar. Saiba mais sobre o significado do veganismo clicando aqui.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.