Santuário em MT lança campanha para arrecadar R$ 95 mil e construir espaço para abrigar elefanta que está na Argentina

Santuário em MT lança campanha para arrecadar R$ 95 mil e construir espaço para abrigar elefanta que está na Argentina
Elefanta africana Kenya está em um zoológico na Argentina e deve ser levada para Mato Grosso — Foto: SEB/Divulgação

O Santuário de Elefantes do Brasil (SEB), localizado em Chapada Guimarães, a 65 km de Cuiabá, lançou, nessa segunda-feira (2), mais uma campanha para conseguir arrecadar R$ 95 mil e construir um espaço para abrigar uma nova ‘moradora’: a elefanta africana chamada Kenya, que está em um zoológico na Argentina.

Kenya, elefanta africana da savana, no Zoo de Menoza

Esta é a Kenya, elefanta africana da savana, que vive sozinha no Jardim Zoológico de Mendoza. Não se sabe muito sobre seu passado, só que ela tem 31 anos. Não se sabe de onde veio ou quando chegou ao zoológico. Este pequeno vídeo, que gravamos em junho deste ano, mostra Kenya tentando alcançar ramos frescos do outro lado do fosso.Os fossos são comuns em toda a América do Sul para manter elefantes em seus recintos, embora já tenha sido provado no passado que são perigosos. Por isso, é costume o uso de vergalhões, vidro ou pedras afiadas ao longo da beirada para ajudar a manter os elefantes longe deles. Como você pode ver no vídeo, ela cuidadosamente posiciona seus pés sobre as pedras, na esperança de ser capaz de alcançar até mesmo uma única folha.Em cativeiro, é muito comum vermos elefantes se esforçando além da conta para atender a uma necessidade básica: comida de verdade. Em seus pequenos recintos, o solo torna-se contaminado pelas fezes e pela urina, por isso não podem obter alimento fresco. Na natureza, elefantes costumam passar de 20 a 22 horas por dia explorando e alimentando-se.Trabalharemos em conjunto com o Zoológico de Mendoza nas mudanças na dieta de Kenya, incluindo ramos frescos de árvores, algo que elefantes africanos adoram. O objetivo final é trazê-la para o Santuário de Elefantes Brasil, onde ela será cercada por muitas árvores, trepadeiras, flores, árvores frutíferas, arbustos e capim, permitindo-lhe escolher o que gosta de comer, sempre que desejar.Em 13 de Dezembro, assinamos um acordo com o zoológico para a transferência dos 4 elefantes residentes ao SEB. Kenya é a única africana residente e o acordo nos dá tempo suficiente para construirmos a parte inicial do setor de fêmeas africanas, para podermos oferecer a Kenya o santuário de que ela tanto precisa. Precisamos de alguns meses para isso. Se você quiser de ajudá-la, pode contribuir aqui: www.elefantesbrasil.org/doe. Obrigado por nos ajudar a criar um santuário aqui no Brasil e a resgatar os elefantes em cativeiro. E obrigado aos que continuam nos dando apoio e compartilhando nosso trabalho, para que possamos expandir as instalações e oferecer ajuda aos elefantes da América do Sul.***This is Kenya. She is the lone female African elephant at the Mendoza Zoo. She doesn't have much in her history, just that she is 31 years old. It states that where she came from is 'unknown' as well as when she arrived at the zoo. This short video, recorded in June, shows Kenya in its outer area, trying to reach fresh branches across the moat.Moats are common throughout South America when it comes to keeping elephants in their enclosures, although they have proved to be dangerous many times in the past. They often use rebar, glass or sharp stones along the border to help keep them away from the moat. As you can see in the video, she careful positions her feet on the stones in hopes of being able to reach even a single leaf.It's a scene we see replay itself over and over again in captivity. Elephants going to great lengths to get such a basic need- real food. In their small enclosures, the soil becomes contaminated by feces and urine, so they can not get fresh food. In nature, elephants often spend 20 to 22 hours a day exploring and feeding themselves.We will be working with the Mendoza Zoo and making recommendations as to diet changes, including providing Kenya with some tree branches. Of course, the ultimate goal is getting her to sanctuary where she will be surrounded by many trees, vines, flowers, bushes and grass, allowing her to choose whatever she would like to eat, whenever she desires.We signed an agreement with the zoo in December 13, that allows us some months to build the facilities needed to offer Kenya the sanctuary she so desperately needs. If you would like to help her, you can give here http://bit.ly/1E6louK or if you prefer PayPal, http://bit.ly/1QS1bP3Thank you for helping us create a sanctuary here in Brazil and allowing us to begin rescuing elephants. And thank you for those who will continue to support us and share our work so we can continue to expand and offer solace to many other elephants throughout South America.

Julkaissut Santuário de Elefantes Brasil Keskiviikkona 28. joulukuuta 2016

Na semana passada o SEB recebeu a quinta elefanta do local: Lady, que morava no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa (PB) e enfrentou uma viagem de 3,2 mil km até Mato Grosso.

Elefanta Lady. — Foto: Instagram/Reprodução

A nova campanha, chamada de ‘Cercas, Recintos e Elefantes!’, foca no resgate da elefanta Kenya.

O SEB trabalha, atualmente, na construção da primeira fase do habitat para fêmeas africanas.

A ideia é receber Kenya nesse espaço. A campanha é feita por doações pela internet.

Ela é uma fêmea de 32 anos, que vive completamente sozinha em Mendoza, na Argentina. O zoológico que a abriga, já concordou com sua transferência ao Santuário. É necessário somente finalizar a primeira fase do recinto.

O recinto é construído com tubos de aço, reciclados, usados na perfuração de petróleo.

O Santuário, então iniciou uma nova campanha de arrecadação de fundos, para a aquisição de mais um carregamento de tubos de aço, no valor total de R$ 95 mil.

“Em função disso necessitamos do maior número de doadores que nos ajudem com todos os custos operacionais, altíssimos, tornando possível a continuidade do trabalho do Santuário. A ajuda de nossos apoiadores é muito importante em todas as fases do processo, desde a construção da estrutura física, até os resgates”, detalhou o santuário.

Da direita para a esquerda, em ordem de altura: Rana, Maia e Ramba, moradoras do Santuário dos Elefantes do Brasil (SEB) — Foto: SEB/Divulgação

O Santuário

Guida e Maia, outra elefanta, foram os primeiros elefantes do santuário e chegaram em Mato Grosso em outubro de 2016. Elas eram atrações em shows de circos na Ásia, foram resgatadas e estavam vivendo em um pequeno sítio em Minas Gerais antes de serem levadas ao santuário em Mato Grosso.

Também vivem no local Ramba, Rana e, agora, Lady. A elefanta Guida morreu em junho deste ano.

A área para onde elas foram levadas foi comprada pela ONG Internacional Global Sanctuary for Elephants em maio de 2015, depois de quase dois anos de procura.

Por Denise Soares

Fonte: G1

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