SC: Polícia Militar Ambiental de Maracajá flagra rinha de galo

SC: Polícia Militar Ambiental de Maracajá flagra rinha de galo

Ação ocorreu em uma comunidade no interior de Forquilhinha e foi realizada a operação no momento em que cerca de 70 pessoas, inclusive crianças, estavam no local.

SC Maracaja rinha

Rinha ou briga de galos são termos que designam, no Brasil, a luta de galos, contravenção que envolve apostas. A Polícia Militar Ambiental de Maracajá fechou um local em que funcionava uma rinha. Embora seja proibida no Brasil desde 1998, a prática continua acontecendo na clandestinidade. Um silo desativado era usado para ocorrer às brigas.

Conforme o comandante do Pelotão da 3ª Companhia de Polícia Militar Ambiental, tenente João Hélio Schneider de Siqueira Santos, através de denúncias anônimas foram realizadas diligências para averiguar a rinha de galos. As brigas ocorriam nos finais de semana, na comunidade de Sanga do Café, em Forquilhinha. Com apoio do Serviço de Inteligência de Araranguá, se deslocaram ao local no sábado. A presença de cerca de 50 carros e 70 pessoas demandou o pedido de ampliação na equipe. Com aval do comandante do dia, capitão Luiz Paulo Fernandes, o PPT (Pelotão de Patrulhamento Tático) e mais uma policial feminina de Turvo se somaram ao contingente que chegou no auge das lutas.

Havia de 30 a 40 galos no ambiente, sendo que cinco deles foram caracterizados com maus tratos e foram apreendidos. Devido a falta de estrutura para abrigar as aves, todos foram qualificados e os donos mantidos como depositário fiel. Eles responderão por maus tratos, previsto no artigo 32 da lei 9605/1998.

O comandante analisa que há uma questão cultural de interior em achar normais as rinhas de galos e que a polícia é tida como vilã por fazer a cobrança. Mas a prática constitui crime de crueldade contra os animais, cuja pena vai de três meses a um ano de detenção além do pagamento de multa. A pena sofre aumento se ocorre morte do animal. Outro problema que o tenente Schneider destaca são as pessoas envolvidas no local. Nesta operação, além das famílias presentes, havia pelo menos uma pessoa que é procurada pela polícia do Vale do Araranguá por envolvimento em crimes como tráfico de drogas e furtos, e o uso de armas, sendo que não conseguiram neste momento enquadrar uma prisão. “Nos chamou a atenção a presença de crianças no local. Tanto por presenciarem as cenas de briga, quanto esta exposição a todo o tipo de pessoa que pode ali frequentar. Um dos policiais da operação chegou a presenciar rinhas em sua infância e nunca mais comeu carne de frango. É difícil entender como as pessoas podem ter prazer em ver os animais brigando”, analisa o tenente.

No entendimento do comandante da Polícia Ambiental, a presença das crianças no local ainda se enquadra como corrupção de menores, no artigo 244-B, do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), com pena de reclusão de um ano e quatro meses, e demais sanções. “São práticas que levam ao subconsciente da criança a falta de valores com a natureza e o desrespeito aos animais. Além da briga, os animais sofrem mais com a colocação de bicos de metal e esporas de ferro”. O tenente cita que as pessoas usavam como argumento as brigas de UFC, sendo que neste caso são seres racionais que assumem o contrato e por valores em dinheiro, em muitas vezes bastante alto. “Estes são eventos sazonais muito bem esquematizados para evitar os flagras. Precisa-se muito planejamento e demanda grande efetivo. É um crime contra o meio ambiente, e os maus tratos a animais refletem em um grande repúdio”, diz. Durante a ação também foi encontrado drogas.

Fonte: Revista W3

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