Se não chover, há risco de morte para 40% do ‘mar de jacarés’ no Pantanal, diz pesquisadora

Se não chover, há risco de morte para 40% do ‘mar de jacarés’ no Pantanal, diz pesquisadora
Pesquisadora visitou "mar de jacarés" na quarta (18) e ficou chocada com a situação. (Foto: Reprodução)

Após visitar “mar de jacarés”, na região da Nhecolândia, no Pantanal sul-mato-grossense, Zilca Barros, pesquisadora da Embrapa, estima que 40% do animais, presentes no açude quase seco, podem morrer.

“Se as chuvas não normalizarem aqui na região, cerca de 40% desses jacarés podem não aguentar e morrer. De qualquer maneira, a população desses animais deve diminuir muito na região, por conta da seca.”, explica Zilca.

Doutora em Ecologia, Zilca estuda os animais há três décadas, visitou o “mar de jacarés” na tarde de quarta (18) e ficou chocada com a situação. O vídeo foi feito por um funcionário da fazenda Palmeirinha, no último domingo (15) e viralizou ao longo da semana.

“Eles ficam se escondendo na lama, e muitos fogem para a floresta, se escondendo nas folhas e raízes, onde as temperaturas são mais amenas”, comenta a doutora em ecologia, que também explica que o apoio dos moradores da região está sendo fundamental para a sobrevivência dos animais.

Em estudo realizado, pela Embrapa Pantanal, na década de 2000, a população de jacarés identificada na região era de 3 milhões de adultos em anos de grandes cheias, entre as décadas de 80 a 90.

“Mar de Jacarés” – De acordo com a pesquisadora, em torno de 4 a 5 mil jacarés estão reunidos no mesmo açude, na região da Nhecolândia, onde fica a fazenda Palmeirinha. O local fica a uma distância de cinco horas da base da Embrapa na região do Nhumirim, onde Zilca estava trabalhando.

Ficou combinado que a pesquisadora deve retornar em dezembro, para nova análise e coleta de dados para pesquisas sobre os jacarés, que contribuem para conhecer o animal e ajudar na preservação do bioma.

Por Ana Oshiro

Fonte: Campo Grande News

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