Secretaria do Meio Ambiente apura envenenamento de cães e gatos em Picos, PI

Secretaria do Meio Ambiente apura envenenamento de cães e gatos em Picos, PI

Pelo menos três animais foram mortos no final de semana e um está doente em estado grave.

Por: Maria Clara Estrêla

A Secretaria de Meio Ambiente de Picos está apurando a ocorrência de mortes sucessivas de cães e gatos na localidade Angico Torto, a 25 quilômetros do município. Uma senhora esteve na secretaria denunciando que seus três cachorros e um gato teriam sido envenenados durante o final de semana. Os cães morreram e o gato, segundo a SEMAM, está doente e seu estado é crítico.

O Portal O DIA conversou com o fiscal da secretaria, Régis Feitosa, que está à frente das diligências na localidade Angico Torto. Ele relata que a equipe da SEMAM está encontrando dificuldades para conseguir informações junto aos moradores. “Eles estão com medo de falar, o que reforça a ideia de que essas mortes foram causadas por alguém e que a situação realmente é grave”, diz Régis.

Segundo o fiscal, este é o segundo caso de envenenamento de animais domésticos registrado nas localidades da zona rural de Picos só nos últimos 30 dias. No mês passado, uma pessoa foi indiciada por crimes de maus-tratos a animais na cidade, tendo pagado uma multa de R$ 1.500 como punição. A aplicação de multa é prevista pela lei brasileira nestes casos e o valor varia conforme a gravidade da ocorrência. Pode ser aplicada também pena de até dois anos de reclusão.

Sobre os animais mortos na localidade Angico Torto, a SEMAM de Picos informou que vai aguardar o relatório final das diligências e o resultado dos exames feitos nos animais mortos, que devem comprovar ou não óbito por envenenamento. Se isso for confirmado, o caso segue para o Conselho Municipal de Meio Ambiente do Município que vai pedir à polícia a abertura de investigação para apontar culpados.

“Infelizmente esse é o tipo de coisa que tem se tornado comum, principalmente nessas localidades menores. Alguns moradores se sentem incomodados com a presença dos animais e, ao invés de acionarem os órgãos competentes, agem por conta própria e nem se dão conta que o que estão fazendo é considerado crime”, finaliza Régis Feitosa.

Fonte: Portal o Dia

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