Segurança do Carrefour suspeito de matar cachorro presta depoimento

Segurança do Carrefour suspeito de matar cachorro presta depoimento
Cão conhecido como 'Manchinha', é envenenado e morto em supermercado de Osasco, na Grande São Paulo - 30/11/2018 (Instagram/Reprodução)

A Delegacia de Polícia de Investigações sobre o Meio Ambiente e Setor de Produtos Controlados de Osasco fica em uma casa alugada, um sobrado no Centro de Osasco, na parte de trás do 5° DP da Polícia Militar. O ambiente é normalmente tranquilo ficou movimentado nesta quinta-feira, 6, com o depoimento do segurança que é suspeito de matar a cadela Manchinha enquanto trabalhava em uma unidade do supermercado Carrefour na Avenida dos Autonomistas, principal via da cidade.

O homem, de 39 anos, compareceu sozinho ao local, vestido de terno. “Vim falar sobre o caso do cachorro“, disse, ao chegar ao local, e ser rapidamente conduzido para uma área reservada e depois para a sala da delegada da seccional, Silvia Fagundes Theodoro da Silva, sem passar pela sala de espera das testemunhas. Saiu de lá por volta das 17h, tapando o rosto e com um carro escoltado por policiais civis.

O profissional é funcionário terceirizado do Carrefour, contratado de uma empresa de mão de obra. Estava havia menos de dois meses trabalhando no supermercado de Osasco quando, no dia 28 de novembro, pegou uma barra de ferro para afastar um cachorro que estava no local, ferindo-o na pata. Em seguida, o animal foi capturado por uma equipe do Centro de Zoonoses de Osasco, que o levaram a sua sede em Osasco. Morreu.

O caso repercutiu nas redes sociais e provocou revolta. Funcionários do complexo comercial que inclui o supermercado relatam que estão com medo de retaliações. O rumor de que o segurança suspeito foi espancado é boato, conforme registra o blog Me Engana Que Eu Posto (leia aqui).

De acordo com delegada do caso, foram descartadas as possibilidades de envenenamento e atropelamento do animal. As imagens não mostram nenhum sinal desses dois casos – e também não mostram o segurança agredindo o cachorro. Havia apenas uma lesão séria na pata. A cadela ainda chegou ao centro de zoonoses viva, mas vomitando muito sangue, que é um reflexo de hemorragia interna, segundo o órgão.

A pena para agressão animal é de no máximo um ano, com 1/3 de agravante por causa da morte. Por isso, a prisão é descartada.

Fonte: Veja

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