Sem alimentação, elefantes pagam o preço pelo confinamento em Goa, na Índia

Sem alimentação, elefantes pagam o preço pelo confinamento em Goa, na Índia
Uma organização voluntária em prol dos animais disse que o departamento florestal quer que ela intervenha para garantir que os elefantes estejam alimentados e em boa saúde, já que os cuidadores não têm meios para transportar a forragem para o estado. (Imagem sem crédito)

Alojados em seus recintos em Goa e com a alimentação mínima à sua disposição, animais em cativeiro, como elefantes, são os mais atingidos durante o confinamento.

Os cuidadores de elefantes no estado indiano aguardam um sinal verde do governo para transportar forragens de outros estados. No entanto, com o movimento restrito, os cuidadores não têm escolha a não ser subalimentar os elefantes e, portanto, buscam autorizações de viagem para obter forragem e facilitar a alimentação desses gigantes delicados.

“Devido ao confinamento, a aquisição de forragem verde, fresca e natural tornou-se difícil. Agora, sirvo verduras da minha propriedade. Mas logo, até mesmo isso em breve se esgotará”, disse o diretor do Goa Ecotourism, Joseph Baretto. Ele é dono de uma casa de repouso em Kulem e tem seis elefantes em sua fazenda, incluindo um filhote de seis meses.

Baretto disse que entrou em contato com o vice arrecadador Mamlatdar e também com a diretoria de zootecnia e serviços veterinários (AHVS) para obter ajuda, mas sem sucesso.

“A alimentação tem arroz misturado com cereais e vitaminas. Nossos elefantes precisam de cerca de 12 folhas de palmeira por dia e é difícil obtê-las e transportá-las. Custa de Rs 3,500 a 4,000 (cerca de R$ 240 a 273) por dia por elefante. Não podemos manter os animais famintos e presos em um espaço até que o confinamento termine”, afirmou.

Os animais em cativeiro dependem de seus donos para alimentá-los, mas o departamento florestal deve intervir para ajudar, disse Alok Hisarwala Gupta, que administra a campanha de direitos de elefantes da Federação das Organizações Indianas de Proteção aos Animais.

“O departamento florestal é o guardião e é de sua responsabilidade a intervenção. O departamento deve inspecionar esses locais e garantir que os elefantes estejam sendo alimentados. Eles também devem realizar um simples exame veterinário para garantir que estejam bem”, afirmou.

O principal conservador de florestas e diretor da vida selvagem, Santosh Kumar, disse que recebeu o assunto do AHVS na quinta-feira. “Estamos no processo de emitir uma permissão para o departamento”. Ele disse.

Por Nida Sayed / Tradução de Aline Alves de Amorim

Fonte: The Times Of Índia

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