Símbolo da Bica, elefanta Lady inicia sua jornada para nova vida em santuário

Símbolo da Bica, elefanta Lady inicia sua jornada para nova vida em santuário

Os preparativos para a transferência da elefanta Lady para o Santuário de Elefantes Brasil (SEB), ONG no mato-grossense especializada no tratamento de animais recolhidos de circo, já foram iniciados. Ela deve seguir viagem para a Chapada dos Guimarães na segunda-feira (25). Serão 3,2 mil quilômetros de distância até o novo lar.

Como decidido em audiência realizada no dia 30 de outubro, Lady seria transferida da Bica para o santuário em até 45 dias. A decisão veio após um parecer técnico verificar que o ambiente em que a elefanta vive é inadequado para ela. A audiência contou com a participação de integrantes de ONGs de proteção animal e representantes da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), Ibama e Santuário.

Transporte

O médico veterinário Thiago Nery, da Divisão de Zoológico do Parque Arruda Câmara (Bica), e a bióloga especialista em comportamento animal, Carolina Cigerza, visitaram o santuário e constataram que o local tem todas as condições para que Lady possa ter mais qualidade de vida.

Thiago destacou ainda que o ritmo da viagem será determinado pela própria Lady. “O deslocamento deve durar entre quatro e cinco dias, sendo acompanhado de perto por técnicos do santuário. Mas tudo vai depender do período de adaptação do animal ao espaço onde será transportado, e essa adaptação será respeitada”, concluiu.

Relembre o caso

A elefanta está sob os cuidados da Prefeitura de João Pessoa desde 2013, quando foi resgatada de um circo europeu que estava na cidade. Lady nasceu em cativeiro e estava há cerca de 40 anos realizando apresentações em circos.

Em junho deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil para investigar as condições as quais Lady estaria vivando, após denúncias de maus-tratos vindas de ONGs de proteção animal.
Um parecer técnico solicitado pelo MPF e pela Procuradoria da República na Paraíba indicou que o animal está com o estado de saúde comprometido e a estrutura do recinto não apresentava segurança suficiente para os tratadores e visitantes, e nem para a elefanta.

Na ação, associações de proteção animal solicitavam a transferência do animal para o Santuário de Elefantes Brasil, uma ONG no Mato Grosso que é especializada no tratamento de animais recolhidos de circo.

“Queremos a liberação dela para que viva com seus pares. Não é porque ela nasceu e viveu isolada que tem que morrer assim”, disse Marília Meira, presidente da Comissão de Direito Animal da OAB-PB.

Fonte: OP9

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